O setor de frutas brasileiro começou 2025 em ritmo positivo, mas enfrentou um impacto inesperado com o tarifaço, imposto pelo governo dos Estados Unidos, em julho. Mesmo assim, o segmento reagiu e manteve o crescimento das exportações. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
Para Guilherme Coelho, presidente da entidade, a medida não era esperada e atingiu um momento sensível do calendário produtivo. “2025 foi um ano que começou bem, tudo tranquilo. Quando chegou no dia 9 ou 10 de julho, chegou o tarifaço. E, efetivamente, nós fomos pegos de surpresa”, afirmou.
Porém, a reação do setor passou por uma articulação rápida com o governo federal e com o mercado internacional. Nesse sentido, Coelho destacou o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin na condução do diálogo.
O presidente da Abrafrutas afirmou também que o impacto foi maior porque coincidiu com a safra da manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil. Segundo ele, houve negociação direta com importadores e redes varejistas dos Estados Unidos. “O bom senso e o equilíbrio prevaleceram. Dividimos a tarifa e conseguimos seguir”, disse.
Mesmo diante do tarifaço, o setor manteve crescimento no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo Coelho, as exportações aumentaram 30% em volume e 16% em receita.
Diante disso, o presidente da Abrafrutas avalia que os números sustentam a expectativa de um novo recorde anual. “Eu estou muito convicto de que, por volta do dia 10 ou 15 de janeiro, vamos sentar e dizer: batemos um novo recorde de exportação de frutas”, afirmou.
Coelho explicou que a ampliação das exportações passa por uma estratégia focada em promoção comercial e diversificação de destinos. “O que a gente tem priorizado, em primeiro lugar, é a presença nas feiras internacionais”, disse.
Nesse contexto, ele destacou a parceria com a ApexBrasil como parte desse esforço. “Essa parceria muito importante, porque ter um estande que chama a atenção do mundo faz diferença”, afirmou.
Além disso, a abertura de novos mercados tem sido decisiva para o crescimento do setor. Para o presidente da Abrafrutas, esse movimento ampliou o horizonte das exportações brasileiras. “Eu creio que 2026 vai ser um ano muito positivo”, concluiu.
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