Categories: Business

Resistência do caruru a herbicidas coloca em risco lavouras de soja, milho e algodão


Foto: Felipe Rosa/Embrapa

O avanço do caruru nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre produtores de soja, milho e algodão. A planta daninha se destaca pela alta capacidade de reprodução, rápida disseminação e, principalmente, pela resistência a diferentes defensivos agrícolas, o que dificulta o controle e eleva os custos de manejo.

Em algumas regiões do país, a infestação já provoca impactos diretos na produtividade. Segundo o pesquisador Leandro Paiola, o caruru faz parte do grupo das amarantáceas e hoje é considerado uma das plantas daninhas mais desafiadoras nos sistemas produtivos, não apenas no Brasil, mas também em outros países.

“Hoje nós podemos afirmar que o caruru é a principal espécie ou o principal conjunto de espécies daninhas nos Estados Unidos”, afirma Paiola.

No Brasil, a preocupação cresce devido às resistências já diagnosticadas há anos, especialmente a herbicidas inibidores da ALS.

Segundo Paiola, recentemente, também foram confirmados casos de resistência aos inibidores da EPSP sintase, como o glifosato, o que torna o manejo ainda mais complexo, sobretudo em aplicações de pós-emergência em culturas como soja, milho e algodão.

A resistência do caruru a vários tipos de herbicidas tem agravado o problema. Segundo o pesquisador, basta uma única planta por m² para gerar perdas, principalmente no milho.

De acordo com o pesquisador, mesmo uma baixa infestação pode causar prejuízos significativos. “Pensando na cultura do milho, nós podemos ter percentuais de perdas com apenas uma planta por m² na média da área, que oscila entre 8 e 12% no rendimento do milho”, explica.

Manejo adequado

Para evitar que o caruru comprometa as culturas como soja, milho e algodão, o manejo precisa começar antes do plantio, reduzindo a pressão da planta daninha na lavoura. 

A principal orientação do pesquisador é reduzir a pressão da planta daninha logo no início do ciclo, evitando que ela se estabeleça na lavoura e produza sementes. O uso de herbicidas em pré-emergência é apontado como estratégia fundamental.

Além de controlar o caruru ainda no início do desenvolvimento, os produtos pré-emergentes ajudam a reduzir o banco de sementes no solo e dão vantagem competitiva às culturas. Isso permite que soja, milho ou algodão se desenvolvam por mais tempo em ambiente limpo, aumentando a eficiência das aplicações em pós-emergência, quando necessárias.

O post Resistência do caruru a herbicidas coloca em risco lavouras de soja, milho e algodão apareceu primeiro em Canal Rural.

agro.mt

Recent Posts

Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo encerrou junho em forte movimento de…

2 horas ago

Brasil é eliminado da Copa 2026

Brasil está fora da Copa do Mundo 2026. A Seleção foi eliminada nas oitavas de…

2 horas ago

Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

Foto: Embrapa Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que…

4 horas ago

Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível…

5 horas ago

Escola da Mulher abre inscrições para cursos gratuitos de qualificação profissional

Formação em preparo de salgados, cuidadora de idosos e unhas em gel estão entre as…

6 horas ago

Programa leva vacinação contra gripe a alunos de escola municipal em Várzea Grande

Ação imunizou 140 crianças de 4 a 10 anos na EMEB Eunice de Melo e…

6 horas ago