O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,60% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1131,50. A cotação de março encerrou em alta de 0,53% ou $ 6,00 cents/bushel, a $1140,75. O contrato de farelo de soja para janeiro fechou em alta de 0,03% ou $ 0,1/ton curta, a $ 317,1. O contrato de óleo de soja para janeiro fechou em alta de 1,13% ou $ 0,57/libra-peso, a $ 50,87.
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. A China foi o foco do dia. Além de uma nova compra relâmpago de 264 mil toneladas para os portos chineses o país foi responsável por pouco mais da metade da soja vendida na semana de 7 a 13 de novembro. Um cancelamento de 100 mil toneladas também apareceu neste relatório. Outro ponto de destaque foi o leilão de soja estatal realizado no China, onde as trades compraram grande parte das 512 mil toneladas disponibilizadas para uso interno. Este movimento pode ser entendido como uma abertura de espaço para o recebimento de grãos americanos.
Neste sentido, as exportações até 13 de novembro de soja estão atrasadas em 41%, as de farelo estão 8% maiores e o óleo de soja registraram uma redução líquida de 13,3 mil toneladas. O relatório NASS apresentou uma alta mensal e anual de esmagamento de soja no mês de outubro.
Após uma sessão volátil, a soja encerrou o pregão de Chicago com leves ganhos devido a operações de hedge realizadas por fundos de investimento — fontes privadas estimaram que especuladores compraram 1.000 contratos. No entanto, muitos operadores permanecem preocupados com o ritmo lento das compras chinesas no mercado americano.
Como parte do cronograma de atualização dos relatórios semanais de exportação não publicados durante a paralisação do governo americano, o USDA informou hoje que as vendas de soja para a safra 2025/2026, entre 7 e 13 de novembro, totalizaram 695.600 toneladas, próximo ao mínimo esperado pelos operadores, dentro de uma faixa de 600.000 a 1.400.000 toneladas. Longe de incluir as transações reais com a China, o USDA relatou o cancelamento de 100.000 toneladas de compras chinesas, deixando o volume oficialmente confirmado destinado ao gigante asiático neste ano comercial em 364.000 toneladas. No total — considerando todos os destinos — as vendas de soja atingiram 18,40 milhões de toneladas, ficando 41,10% abaixo das 31,24 milhões de toneladas negociadas na mesma data em 2024.
Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje novas vendas de soja americana da safra 2025/2026 para a China, de 264.000 toneladas, e para destinos desconhecidos, no valor de 226.000 toneladas. Nesse modelo de vendas relâmpago, a agência confirmou transações com a China totalizando 3.245.000 toneladas. Esse é o número oficial. Depois disso, todos ficam livres para especular sobre acordos fechados com compradores chineses de 6, 7 ou 8 milhões de toneladas após a cúpula presidencial na Coreia do Sul e em relação à meta de 12 milhões de toneladas, agora com prazo estendido até o final de fevereiro.
A quantidade de soja processada para obtenção de óleo bruto foi de 7,11 milhões de toneladas (237 milhões de bushels) em outubro de 2025, em comparação com 6,15 milhões de toneladas (205 milhões de bushels) em setembro de 2025 e 6,47 milhões de toneladas (216 milhões de bushels) em outubro de 2024.
A produção de óleo bruto foi de 2,83 bilhões de libras, um aumento de 18% em relação a setembro de 2025 e de 11% em relação a outubro de 2024. A produção de óleo refinado de soja, de 2,08 bilhões de libras em outubro de 2025, aumentou 7% em relação a setembro de 2025 e 4% em relação a outubro de 2024.
Em relação ao Brasil, em seu relatório mensal, a Conab reduziu hoje sua estimativa para a safra de soja 2025/2026 de 177,60 para 177,12 milhões de toneladas e sua estimativa para as exportações de grãos não processados de 112,11 para 112 milhões de toneladas. A previsão para as vendas de farelo de soja e óleo de soja permaneceu em 24,70 milhões de toneladas e 1,40 milhão de toneladas, respectivamente. Na terça-feira, o USDA projetou esses números em 175 milhões de toneladas, 112,50 milhões de toneladas, 24 milhões de toneladas e 1,50 milhão de toneladas, respectivamente
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que, após um aumento semanal de 14 pontos percentuais, o plantio de soja na Argentina atingiu 58,6% dos 17,6 milhões de hectares projetados, representando um atraso de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. “Noventa e sete por cento da área plantada está em condições normais/boas, enquanto 91% apresentam umidade do solo adequada/ótima. Em relação à primeira safra de soja, os primeiros campos estão começando a atingir o estádio reprodutivo (R1) em ambas as regiões, sob condições ótimas de umidade. Com a diminuição do nível da água, o plantio continua no norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires, acelerando em ritmo mais rápido. Enquanto isso, os campos alagados continuam atrasando o plantio na região central de Buenos Aires. Para a segunda safra de soja, o plantio está 25% concluído”, afirmou a organização.
Fonte: T&F Agroeconômica
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