O mercado brasileiro de soja operou totalmente travado nesta segunda-feira (8). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes hoje, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.
Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta terça-feira (9). Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem grande impacto. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios; se saiu algo, foi muito pontual”, disse.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As dúvidas sobre o ritmo das compras chinesas de produto americano e a expectativa em torno dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) amanhã e das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) na quarta pressionaram as cotações.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 510,6 mil toneladas na semana encerrada em 6 de novembro.
Para a temporada 2026/27, foram mais 3,6 mil toneladas. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.018.127 toneladas na semana encerrada no dia 4 de dezembro, conforme relatório semanal.
A estatal chinesa Sinograin deve leiloar 512.500 toneladas de soja importada dia 11 de dezembro, sua primeira venda desse tipo em três meses. As importações de soja em grão pela China no mês de novembro somaram 8,11 milhões de toneladas, 13,4% superior ao mesmo mês de 2024, quando o número chegou a 7,15 milhões de toneladas.
As compras foram impulsionadas pelos embarques sul-americanos e pela retomada de compras dos Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somaram 103,79 milhões de toneladas, avanço de 6,9% sobre igual período de 2024.
O USDA deverá, no seu relatório de dezembro, indicar elevação na projeção para os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na terça, 9, às 14h.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para os estoques americanos em 2025/26 deverá ficar em 309 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em novembro, data do relatório mais recente.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 123,4 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 123,3 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 122,8 milhões de toneladas, contra 122 milhões projetados em novembro.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,04%, a US$ 10,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,05 3/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,19% a US$ 306,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,18 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,98%.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.
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