O Brasil aparece entre os países com maior recuperação na produção de vinho em 2025, de acordo com o relatório divulgado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) na última semana. A estimativa para o país é de 2,9 milhões de hectolitros, um forte aumento de 38% em relação a 2024 e 15% acima da média dos últimos cinco anos.
Segundo a OIV, o salto brasileiro foi impulsionado principalmente pelo clima favorável nas regiões produtoras, com chuvas durante o inverno e condições mais secas na primavera e no verão, garantindo desenvolvimento adequado das videiras e elevando o desempenho das vinícolas.
Na América do Sul o cenário misto. A Argentina, maior produtora da região, deve alcançar 10,7 milhões de hectolitros, alta de 11% em relação a 2024, embora ainda 2% abaixo da média quinquenal.
O Chile, por outro lado, enfrenta retração significativa: a produção está estimada em 8,4 milhões de hectolitros, queda de 10% frente ao ano passado e 26% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Quarto maior produtor global, os Estados Unidos também registram baixa produção. A OIV estima 21,7 milhões de hectolitros, um aumento moderado de 3% em relação a 2024.
Mesmo assim, o país enfrenta uma das menores safras das últimas décadas, reflexo da redução de área plantada e de ajustes no mercado interno.
A União Europeia permanece como maior produtora mundial, responsável por cerca de 60% de todo o vinho fabricado no planeta. Para 2025, a projeção é de 140 milhões de hectolitros, alta de apenas 2% frente a 2024 e 8% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Se confirmada, esta será a segunda menor produção da UE no século 21. O relatório aponta a forte volatilidade climática como principal causa, com produtores enfrentando desde ondas de calor e seca extrema até excesso de chuvas, o que prejudicou a sanidade das videiras.
Entre os países europeus:
As três potências seguem no topo do ranking global, mas ainda abaixo de seus desempenhos históricos.
Em escala global, a produção de vinho em 2025 deve ficar entre 228 e 235 milhões de hectolitros, crescimento de 3% em comparação com 2024. Apesar da leve recuperação, o volume permanece 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.
A OIV enfatiza que as variações climáticas continuam determinando o cenário da produção mundial e alerta para transformações no modelo de consumo em mercados tradicionais, o que pressiona a cadeia e exige adaptações estruturais.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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