Destaque da Semana – NY subiu cinco sessões seguidas até 30/out, impulsionada pela expectativa do encontro EUA-China na Coreia do Sul. No entanto, o resultado, apesar de trazer boas manchetes e um tom menos hostil, não mudou os fundamentos nem trouxe grandes anúncios. O mercado segue cauteloso, à espera de sinais concretos sobre os rumos da política comercial global.
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Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 30/out cotado a 65,12 U$c/lp (+1,6% vs. 23/out). O contrato Dez/26 fechou em 68,70 U$c/lp (+0,8% vs. 23/out).
Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 913 pts para embarque Nov/Dez-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 30/out/25.
Altistas 1 – Tendência técnica levemente positiva – o contrato de Dez/25 se manteve acima de 64 c/lb, com faixa de negociação cerca de 100 pontos acima da semana anterior.
Altistas 2 – Preços maiores na Ásia – O índice Cotlook A (índice de referência do algodão posto Ásia) atingiu U$c 77,4 c/lb, maior nível desde setembro, sinalizando pedidas CIF mais firmes no Extremo Oriente e sustentando os prêmios das origens.
Altistas 3 – Possibilidade de redução dos juros – Nos EUA, inflação abaixo do esperado fortalece apostas de corte de juros de 25 pontos pelo FED, reduzindo o custo de carregamento e favorecendo recomposição de estoques.
Altistas 4 – Compras das fiações – Fiações com baixa cobertura aproveitaram os preços ainda atrativos para garantir volumes spot, sustentando negócios de curto prazo.
Altistas 5 – Com os resultados de setembro, as importações chinesas voltaram a um patamar mais normal para a média dos últimos sete anos. A tendência sazonal indica possibilidade de novos aumentos até janeiro, embora haja poucos sinais de uma recuperação sustentada.
Baixistas 1 – Resultado morno do encontro EUA-China – Sem acordo amplo sobre algodão ou têxteis, o mercado devolveu parte dos ganhos no pregão seguinte, em movimento típico de “compra no rumor, venda no fato”.
Baixistas 2 – A colheita no Texas avança sem danos relevantes, com expectativa de produção de 3 milhões tons nos EUA mantendo um cenário de oferta confortável.
Baixistas 3 – Oferta global segue elevada – Produção 25/26 estimada em 25,75 milhões tons, ainda superior ao consumo (25,41 milhões tons), o que projeta aumento de estoques mundiais (dados Cotlook).
Baixistas 4 – Perspectiva negativa para commodities globais – Segundo o World Bank Commodity Markets Outlook, os preços globais das commodities devem cair 7% em 2025 e novamente 7% em 2026, atingindo o menor nível em seis anos.
Baixistas 5 – Os preços da fibra de poliéster (PSF) caíram fortemente nas últimas semanas, acompanhando a fraqueza do mercado de petróleo. Na China, as cotações estão abaixo de 40 U$c/lp, o nível mais baixo desde abril de 2024 — e, antes disso, não se via preços tão baixos desde dezembro de 2020.
EUA 1 – O governo dos EUA permanece em shutdown desde 1º/out sem acordo orçamentário. Escritórios do FSA (que opera o programa de subsídios americano) retomaram operações com equipe mínima, mas sem previsão para pagamentos aos produtores.
EUA 2 – A ausência de anúncios concretos sobre o setor algodoeiro ao final da cúpula Trump-Xi (30/out) decepcionou o mercado dos EUA, que aguardava sinais sobre a retomada das compras chinesas de algodão americano.
EUA 3 – A Cotlook revisou a produção de algodão dos EUA para 2,92 milhões tons (anterior 3 milhões tons), com base no atraso de 25% na classificação vs. 2024. Motivo: condições climáticas adversas e infestações.
China 1 – A CCA aumentou a estimativa de produção chinesa de algodão para 7,28 milhões tons em 2025/26 (+9,2% anuais), com área plantada de 2,99 milhões ha (+1,8%).
China 2 – As importações chinesas foram mantidas em 1,1 milhão tons, consumo em 8,1 milhões e exportações em 20 mil, resultando em estoques finais de 10,11 milhões tons.
Bangladesh 1 – As importações de algodão de Bangladesh em set/25 foram de 152.250 tons (maior volume desde jun/2024). Brasil foi o principal fornecedor (29%), superando a ZFA (23%) e a Austrália (18%).
Bangladesh 2 – No acumulado de 2 meses da safra, as importações de Bangladesh somaram 285.372 tons (-4% vs 2024). ZFA liderou (27%), seguida por Brasil (23%) e Austrália (17%).
Paquistão – O governo paquistanês estima produção de 1,16 milhão tons na safra atual, abaixo da meta de 1,73 milhão tons. A Cotlook revisou sua previsão para 1,19 milhão tons.
ITMF & IAF – A Abrapa apresentou a visão do algodão brasileiro para ajudar a aumentar a participação do algodão na matriz têxtil global nos próximos anos: inovação, qualidade, regularidade no fornecimento e sustentabilidade. O cenário que prevê uma reversão na atual tendência de perda de mercado do algodão foi apresentado pelo Diretor de Relações Internacionais Marcelo Duarte na ITMF Annual Conference & IAF World Fashion Convention 2025 na Indonésia (24-25/out).
ITMA Asia + CITME 1 – O Cotton Brazil participa com estande próprio em um dos maiores eventos da indústria têxtil mundial, com mais de 1700 expositores. O espaço recebeu grande visitação e reforça o posicionamento do algodão brasileiro no mercado global.
ITMA Asia + CITME 2 – Durante a feira, foi lançado o Knowledge Hub. O serviço inclui uma plataforma interativa criada para apoiar as indústrias têxteis com informações técnicas, educacionais e de mercado sobre o algodão brasileiro, além de seminários e consultorias técnicas. O acesso pode ser feito em: https://cottonbrazilknowledgehub.com.
ITMA Asia + CITME 3 – Outro serviço lançado durante a feira foi o portal de download de relatórios completos de resultados HVI, uma evolução do sistema anterior baseado em relatórios com dados de múltiplos fardos para as fiações que já adquiriram o produto brasileiro. O acesso está disponível mediante cadastro em: https://qualitydatabase.abrapa.com.br/login.
Sou ABR 1 – O Sou de Algodão lançou a Política de Adesão do programa SouABR durante o Congresso Internacional da Abit (29-30/out) em São Paulo, reforçando o compromisso do algodão brasileiro com responsabilidade socioambiental e rastreabilidade.
Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 255 mil tons nas quatro semanas de outubro. A média diária de embarque é 10,9% maior em relação a out/24.
Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (30/10) foram beneficiados nos estados da BA (86%), GO (92,15%), MA (58%), MG (92%), MS (85%), MT (55,43%), PI (92,46%) PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 63,67%.
Preços – Consulte tabela abaixo
Quadro de cotações para 30-10
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com
Fonte: Abrapa
Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
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