O Syngenta Group elevou seu lucro operacional em 2025, mesmo com retração nas vendas. O grupo encerrou os nove primeiros meses do ano com receita de US$ 20,9 bilhões, 2% abaixo do mesmo período de 2024. No entanto, o EBITDA cresceu 25%, alcançando US$ 3,4 bilhões. A margem EBITDA subiu de 12,9% para 16,5%.
No terceiro trimestre, as vendas somaram US$ 6,4 bilhões, queda de 6% em relação ao ano anterior. Já o EBITDA trimestral aumentou 28%, chegando a US$ 0,9 bilhão. A redução nas vendas foi atribuída, principalmente, ao recuo estratégico nas operações de comercialização de grãos na China.
O segmento de proteção de cultivos registrou vendas de US$ 9,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, alta de 3%. As vendas cresceram na Europa, Ásia, Oriente Médio e África (6%) e na China (7%). Na América do Norte, subiram 3% mesmo com adversidades no campo. No Brasil, o avanço foi de 2%, impulsionado pela tecnologia Plinazolin. A América Latina, no entanto, sofreu retração de 7% devido à seca no México e à pressão de preços, especialmente na Argentina.
A unidade obteve mais de 1.200 aprovações regulatórias em 2025. Destaques incluem o fungicida Seguris Evo e o inseticida Vestoria Pro lançados na Índia. A tecnologia Adepidyn alcançou 61 países, e o Tymirium foi aprovado para três novos usos no Brasil.
Na área de sementes, as vendas cresceram 1%, somando US$ 3,3 bilhões. O Brasil teve alta de 13%, e a América Latina, de 20%, com forte recuperação do milho argentino. A Syngenta Seeds avançou no desenvolvimento de híbridos de trigo e arroz na Europa e Ásia. No Brasil, foram lançados quatro produtos na última safrinha. Na América do Norte, foi anunciado novo pacote genético para soja.
Na China, as vendas caíram 11%, impactadas pela redução no comércio de grãos. No entanto, segmentos estratégicos como sementes e formulações inovadoras cresceram 4%. A nutrição de cultivos avançou 6%, e a unidade Yangnong Chemical cresceu 14%. O uso de inteligência artificial foi expandido com o lançamento do “iMAP” e novos produtos biológicos mantiveram crescimento de dois dígitos.
A Adama manteve as vendas estáveis em US$ 3 bilhões, com destaque para o crescimento de 15% na América do Norte. Na Ásia (exceto China), houve queda de 18% com foco em reduzir produtos comoditizados. A empresa lançou produtos como Ferrabait e Cosayr em diversos mercados.
O Syngenta Group informou que espera manter vendas estáveis no restante de 2025, com foco em lucratividade e inovação, apesar das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais em diferentes regiões do mundo.
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