Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 0,46% ou $ 2,00 cents/bushel, a $434,00. A cotação para março fechou em alta de 0,17% ou $ 0,75 cents/bushel, a $ 446,75.
O milho negociado em Chicago fechou de forma mista nesta quarta-feira. Após duas fortes altas, o mercado foi cauteloso neste meio de semana, a espera de resultados mais concretos sobre a cúpula entre EUA e China. Apesar de uma menor necessidade nesta temporada, a China costumava comprar volumes significativos de milho americano.
A produção de etanol nos EUA caiu e os estoques subiram no comparativo semanal, conforme indicação do EIA. Com isso, as cotações do cereal fecharam o dia praticamente estáveis.
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. A grande maioria dos preços fecharam em alta, com ajustes pontais em cotações mais longas. A comercialização, que começou a semana travada no interior, apresentou melhores números nesta quarta-feira. Com preços firmes no Brasil e uma melhora nas cotações de Chicago o produtor se mostrou mais disposto a negociar maiores volumes. A exportação segue acima do ano anterior para o mês de outubro. Em seu relatório semanal de estimativas, a ANEC reduziu sua previsão para as exportações brasileiras de milho em outubro de 6,57 milhões de toneladas para 6,19 milhões de toneladas. Este volume é inferior às 6,98 milhões de toneladas exportadas em setembro, mas superior às 5,67 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,41, apresentando alta de R$ 0,89 no dia e baixa de R$ -0,12 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 71,64, com alta de R$ 0,63 no dia e alta de R$ 0,11 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 73,18, com alta de R$ 0,29 no dia e alta de R$ 0,13 na semana.
Especificamente em relação ao milho, um ritmo mais acelerado de vendas por parte dos produtores no mercado físico e as condições climáticas, que devem retornar à seca no Meio-Oeste americano até o fim de semana, favorecendo a fase final da colheita, estão contribuindo para a tendência de queda nos preços.
Por outro lado, o relatório semanal da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) sobre o etanol foi negativo hoje, reduzindo a produção diária de etanol de 1.112.000 para 1.091.000 barris. Este número, contudo, permanece acima dos 1.082.000 barris registados no mesmo período de 2024. Entretanto, o relatório aumentou as reservas de biocombustíveis de 21.919.000 para 22.367.000 barris, ultrapassando os 21.771.000 barris em stock há um ano.
Na Ucrânia, o Ministério da Política Agrícola e Alimentar informou hoje que, desde 1 de julho, o país exportou 1.575.000 toneladas de milho, representando um défice comercial homólogo de 64,95% em comparação com as 4.494.000 toneladas exportadas durante o mesmo período de 2024 pelo quarto maior exportador mundial de milho.
Em sua conta no X, a Agrinvest registrou que o etanol de milho segue ganhando protagonismo no Brasil. Isso se deve pelas boas margens operacionais, que continuam estimulando a abertura de novas plantas, repercutindo no aumento da demanda interna de milho e fortalecimento dos preços.
Estimativas da Agrinvest apontam que o uso de milho pelas usinas deve ultrapassar os 15% do suprimento total para a temporada 2025/26, totalizando mais de 23,5 milhões de toneladas. Isso corresponde a um crescimento de 17 milhões de toneladas na demanda pelo setor em apenas seis safras.
Fonte: T&F Agroeconômica
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