O desembolso de crédito rural no Plano Safra 2025/26 totalizou R$ 105,4 bilhões entre julho e setembro, queda de 18,5% em relação ao mesmo período da safra passada. O valor corresponde a 26% do total disponibilizado para o ciclo, de R$ 405,9 bilhões, sem considerar os recursos de Cédula de Produto Rural (CPR).
Os dados foram obtidos pelo Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), do Banco Central.
No primeiro trimestre, foram firmados 616.653 contratos em todas as modalidades de crédito rural, redução de 7,8% em relação aos 669.116 registrados no mesmo período de 2024/25. Especialistas afirmam que o desempenho abaixo do esperado reflete uma combinação de fatores, incluindo cautela dos produtores diante da alta de juros e do cenário econômico global mais volátil.
Tradicionalmente, o início da safra concentra o maior volume de contratações, principalmente para custeio e investimento.
Quando incluídos os recursos liberados via CPRs direcionadas — títulos emitidos pelos produtores e financiados por bancos com base em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) — o total desembolsado entre julho e setembro chega a R$ 156,1 bilhões. Com a inclusão desses recursos, a retração frente ao primeiro trimestre da safra 2024/25 cai para 12%.
O Ministério da Agricultura destaca que as CPRs representam uma alternativa importante para ampliar o acesso a crédito, especialmente para pequenos e médios produtores.
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