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Produtores contam com sistema para recuperar áreas desmatadas e voltar ao mercado legal

O Pará conta com o sistema de restauração florestal Siflor, criado para oferecer aos produtores rurais um procedimento simplificado de reabilitação de propriedades em situação de irregularidade relacionada ao desmatamento. A ferramenta permite que áreas embargadas sejam recuperadas e retornem ao mercado formal, especialmente no setor da carne.

Segundo a analista de sustentabilidade da JBS, Vitória Pereira, o sistema foi desenvolvido para facilitar a vida do produtor que precisa se regularizar.

“O Sirflor é um sistema de restauração florestal criado para oferecer ao produtor um procedimento administrativo simplificado, que permite reabilitar propriedades que atualmente não atendem aos critérios do termo de ajustamento de conduta por estarem relacionadas a algum desmatamento ilegal”, explica.

De acordo com a analista, o processo possibilita que a produção da matéria-prima retorne ao mercado formal e legal, além de ser usado quando o produtor faz a adequação ambiental. É uma alternativa para que ele volte a comercializar, principalmente carne, e avance na regularização ambiental.

Prazo de regularização pode ser rápido

O tempo necessário para emitir a declaração de legalidade varia de acordo com a situação da propriedade e o tipo de prática aplicada em campo. No entanto, os resultados têm surpreendido pela agilidade. “A média é de até 20 dias, mas já tivemos casos concluídos em apenas seis”, destaca Vitória.

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Esse prazo curto se deve ao apoio de consultorias especializadas e dos chamados escritórios verdes, que atuam lado a lado com os produtores durante todo o processo.

Essa rede de suporte garante que cada etapa seja cumprida com eficiência, evitando atrasos e assegurando a volta rápida à cadeia produtiva.

Riscos para quem ignora o embargo

Apesar das alternativas disponíveis, ainda existem produtores que insistem em ignorar embargos ambientais.

“Infelizmente, há casos em que produtores desobedecem essa exigência legal. Quando isso acontece, eles podem cometer infrações ambientais mais graves e ficam sujeitos a sanções severas, tanto administrativas quanto civis e até criminais”, alerta Vitória Pereira.

Apoio técnico e proximidade com o produtor

Os escritórios verdes, além de oferecerem assistência remota, têm investido em ações presenciais. Mutirões, encontros e participação em feiras regionais ajudam a esclarecer dúvidas e engajar os produtores.

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“Além do contato virtual, nós participamos de feiras, eventos e realizamos mutirões itinerantes. Tudo isso aproxima o produtor, esclarece dúvidas e facilita o engajamento no processo de adequação ambiental, permitindo que ele volte à cadeia produtiva” conclui.

agro.mt

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