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Preços globais de alimentos têm leve retração em setembro

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recuou 0,69% em setembro, passando de 129,7 pontos em agosto para 128,8 pontos. A redução mensal refletiu principalmente quedas nos subíndices de cereais, óleos vegetais, açúcar e produtos lácteos, que superaram a valorização registrada pela carne.

No entanto, o indicador ainda está 3,4% acima do nível registrado em setembro do ano passado, embora continue 19,6% abaixo do pico observado em março de 2022.

Cereais: trigo e milho pressionam índice

O índice de cereais caiu 0,6% em setembro, para 105 pontos, e está 7,5% abaixo do mesmo período de 2024. O trigo registrou queda pelo terceiro mês seguido, pressionado pela demanda internacional fraca e colheitas abundantes na Rússia, na Europa e na América do Norte.

O milho também perdeu força diante da expectativa de oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos, além da suspensão temporária do imposto de exportação na Argentina. Por outro lado, cevada e sorgo avançaram, enquanto o arroz recuou 0,5%, refletindo ampla oferta exportável e menor procura de países como Filipinas e mercados africanos.

Óleos vegetais e açúcar recuam

O índice de óleos vegetais caiu 0,7% no mês, para 167,9 pontos, com destaque para a baixa do óleo de palma e do óleo de soja. O recuo do óleo de palma foi influenciado pelo aumento inesperado dos estoques na Malásia, no maior nível em 20 meses. Já a soja sofreu pressão pela maior disponibilidade argentina. Em contraste, óleos de girassol e colza registraram ligeira valorização.

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O açúcar registrou a maior queda mensal do índice, caindo 4,1% em setembro e atingindo 99,4 pontos, menor nível desde março de 2021. A produção acima do esperado no Brasil, aliada a colheitas favoráveis na Índia e Tailândia, pressionou o preço internacional para baixo.

Carnes e lácteos: movimentos distintos

O índice de carnes subiu 0,7% em setembro, alcançando 127,8 pontos, recorde histórico, impulsionado pela valorização da carne bovina e ovina. Nos Estados Unidos, a demanda forte e a oferta restrita elevaram as importações. No Brasil, houve alta nas cotações da carne bovina, apesar de tarifas adicionais no mercado norte-americano.

Em contraste, o índice de lácteos caiu 2,6%, para 148,3 pontos, influenciado pela queda nos preços da manteiga, leite em pó desnatado e integral. Nesse sentido, o recuo reflete aumento sazonal da oferta de creme no Hemisfério Norte e expectativa de produção maior na Nova Zelândia.

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agro.mt

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