As exportações brasileiras do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram desempenho recorde entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados parciais apresentados por Giovani Ferreira no AgroExport desta quinta-feira (2). A China teve papel decisivo nesse resultado ao intensificar suas compras na América do Sul.
Ferreira destacou dois protagonistas nesse cenário, sendo China e Estados Unidos. Em setembro, os chineses não adquiriram nenhuma saca de soja norte-americana, em meio à disputa tarifária entre os dois países, e redirecionaram a demanda para a região. Como a Argentina ainda não dispõe de volume suficiente para suprir a necessidade, o Brasil acabou absorvendo a maior parte dessa demanda extra.
O destaque ficou para a soja em grão, que, de janeiro a setembro, somou 93 milhões de toneladas exportadas até agora. O Brasil deve fechar o ano acima de 100 milhões, podendo alcançar 110 milhões de toneladas, superando o recorde histórico de 101 milhões registrado em 2023.
No farelo de soja, o Brasil também deve quebrar recorde. Até setembro foram 18 milhões de toneladas embarcadas, e a projeção é fechar 2025 entre 24 e 25 milhões, acima do recorde de 23,1 milhões alcançado no ano passado.
De janeiro a setembro, faltando 4 dias pra ffechar os embarques Já o óleo de soja apresentou recuperação. As exportações devem alcançar entre 1,45 e 1,5 milhão de toneladas neste ano, número superior ao de 2024 (1.36 milhão de toneladas) mas ainda abaixo do pico de 2,33 milhões de toneladas de 2023. A guerra da Ucrânia havia impulsionado as vendas brasileiras para a Europa, que buscava alternativas energéticas ao gás russo.
O movimento reforça o protagonismo do Brasil no mercado internacional de soja. Com a Argentina ainda em processo de recuperação de safra e os Estados Unidos perdendo espaço nas vendas à China, o país se consolida como principal fornecedor global e caminha para quebrar novos recordes históricos em 2025.
Segundo Giovani Ferreira, ao somar grão, farelo e óleo, um bom momento o Brasil deve encerrar setembro com até o momento estamos com 111.6 milhões de toneladas, podendfo fechar 113 a 114 milhões de toneladas exportadas, um salto de mais de 20 milhões em relação a 2021. Esse é um momento positivo da soja brasileira, inclusive refletindo nas cotações. A China deixou de comprar dos Estados Unidos e veio buscar no Brasil o produto que precisa.
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