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Costa Rica abre mercado para castanha-do-Brasil

A Costa Rica abriu seu mercado para a entrada da castanha-do-Brasil. O anúncio foi feito pelos ministérios da Agricultura (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) nesta quinta-feira (2).

O produto brasileiro foi autorizado a entrar tanto com casca quanto sem casca, após a conclusão dos trâmites sanitários entre os dois países. A medida amplia a lista de mercados acessados pela sociobiodiversidade amazônica.

Importância do produto

A castanha-do-Brasil é extraída por comunidades tradicionais e tem forte peso social e ambiental. Além de ser reconhecida pelo valor nutricional, a atividade gera renda em regiões da Amazônia e ajuda a manter áreas de floresta em pé.

Segundo os ministérios, a abertura contribui para fortalecer a imagem do país como fornecedor de alimentos com origem sustentável. A comercialização também diversifica a pauta de exportações brasileiras para a América Central.

Relações comerciais

Em 2024, o Brasil exportou 272 milhões de dólares em produtos agropecuários para a Costa Rica. Entre os principais itens estiveram cereais, farinhas, preparações alimentícias e derivados da soja.

Com a inclusão da castanha, o governo brasileiro chega a 143 novos acessos a mercados internacionais para produtos agropecuários somente em 2025. A meta, segundo o Ministério da Agricultura, é ampliar a presença em nichos de alto valor agregado, como no caso da sociobiodiversidade amazônica.

Especialistas destacam potencial

Para o pesquisador em comércio internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Lucas Mota, a abertura representa uma oportunidade estratégica. “Além de agregar valor à pauta exportadora, a castanha reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor de alimentos vinculados à sustentabilidade”, afirma.

Já para produtores e comunidades extrativistas, a expectativa é de ampliar a demanda e garantir melhores preços. “Cada novo mercado pode significar maior segurança para manter a atividade econômica sem pressão pelo desmatamento”, avalia o consultor em bioeconomia José Almeida.

agro.mt

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