O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão marcada por lentidão. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, foi um dia fraco novamente, com os estoques americanos pesando nos preços da soja em Chicago e refletindo no mercado interno. Segundo ele, os prêmios não conseguiram compensar as baixas da Bolsa e chegaram a recuar em alguns momentos.
“O dólar também não subiu forte, o que reforçou a pressão negativa. O comprador tenta segurar, o vendedor não quer ceder, e o resultado é um spread alto, com poucos negócios”, explicou.
Ainda houve relatos de volumes pontuais em São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR), mas sem grandes movimentos. Em Goiás, o mercado segue travado, enquanto em Mato Grosso do Sul alguns lotes rodaram. Para o analista, o foco do produtor agora está mais voltado ao plantio e, em alguns casos, às vendas de milho.
Preços no mercado físico no Brasil:
Em Chicago, os contratos futuros da soja recuaram nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No mês, as perdas ficaram em 5% e no trimestre, em 2,5%, em meio a um quadro fundamental negativo. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre os estoques em 1º de setembro intensificou o movimento de baixa.
O USDA indicou estoque acima do esperado, mas ainda assim volumoso. O desempenho negativo do trigo e do milho, que tiveram números acima do projetado pelo mercado, contribuiu para a pressão. Os estoques trimestrais de soja em grão dos EUA, na posição de 1º de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 322 milhões. Do total, 91,5 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 18% sobre o ano anterior, e 225 milhões de bushels fora das fazendas, com baixa de 3%.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,75 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,20 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,92%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,76%, a US$ 273,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,49 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 0,40%.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3224 para venda e R$ 5,3204 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3049 e R$ 5,3339. No mês e no trimestre, recuou 1,84% e 2,04%, respectivamente.
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