Na última semana, o óleo de soja em Chicago foi cotado a US$ 49,84/lb, queda de 3,78% no comparativo semanal, influenciado pela indefinição da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) quanto às metas de biocombustíveis. O farelo acompanhou a retração, sendo negociado na média de US$ 277,66/t, redução de 2,66% em relação à semana anterior.
Esse movimento foi impulsionado pela queda no preço da soja na CMEGroup, pressionada pela suspensão temporária das tarifas de exportação na Argentina, medida que elevou a competitividade do país e estimulou a demanda chinesa pela oleaginosa do país sul-americano. No entanto, o limite de US$ 7 bilhões em exportações foi atingido em apenas dois dias, antecipando o encerramento da medida.
No mercado mato-grossense, o óleo de soja recuou 0,89% na semana, cotado na média de R$ 6.515,13/t. Já o farelo caiu 3,05%, precificado em média a R$ 1.489,58/t. Além de seguir a tendência do mercado internacional, essa desvalorização reflete a queda de 3,22% no preço da soja em grão no estado.
AVANÇO: na última sexta-feira (26/09), a semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 5,97% da área prevista, avanço de 5,42 p.p. em relação à semana anterior.
QUEDA: com a menor demanda nos portos devido à isenção dos impostos de exportação na Argentina, o indicador prêmio Santos recuou 6,47% no comparativo semanal.
RETRAÇÃO: o preço da soja em MT registrou desvalorização de 3,54% na semana, influenciado pela redução dos prêmios de exportação e pela queda no preço da oleaginosa em Chicago.
O USDA divulgou o progresso da colheita de soja nos EUA para a safra 2025/26, avanço de 10,00 p.p. em relação à semana anterior
Até o dia 28/09, 19,00% da área prevista havia sido colhida, 5,00 p.p. abaixo do mesmo período da safra 2024/25. Entre os estados com maiores percentuais, destacam-se Louisiana (78,00%), Mississippi (66,00%) e Arkansas (44,00%).
Quanto às condições, 62,00% das lavouras foram classificadas como boas/excelentes, Já no desenvolvimento, 79,00% das áreas apresentaram desfolhamento. Vale ressaltar que a colheita ainda está em fase inicial, e a definição da produção ocorrerá apenas ao término.
Até o momento, o USDA estima 17,05 mi de t, redução de 1,51% em relação ao ano passado. Por fim, os próximos meses serão decisivos, pois trarão uma definição mais precisa do tamanho da safra e maior clareza sobre o relacionamento com o a China, principal compradora da soja norte-americana.
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Fonte: Imea
Autor:Boletim Semanal da Soja
Site: IMEA
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