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Milho 2ª safra: mercado de defensivos recua 7% em 2025

O mercado de defensivos agrícolas para milho recuou 7% em 2025, para US$ 2,36 bilhões, ante US$ 2,52 bilhões de dólares em 2024. O resultado, segundo o levantamento FarmTrak Milho 2025, da Kynetec Brasil, está ligado à redução média de 13% nos custos e preços dos produtos usados na proteção da cultura.

Para o especialista Cristiano Limberger, a desvalorização média de 16% do real frente ao dólar durante a segunda safra também impactou o desempenho do setor.

Desempenho por categoria de produtos

Entre os produtos, os inseticidas foliares lideraram, com 38% de participação e movimentação de 891 milhões de dólares, ante US$ 1,008 bilhão em 2024. Os fungicidas foliares responderam por 21% do mercado, ou US$ 500 milhões, enquanto os herbicidas representaram 20%, com US$ 466 milhões, contra US$ 543 milhões no ciclo anterior.

O tratamento de sementes totalizou US$ 306 milhões, 13% do mercado, pouco acima dos US$ 302 milhões de 2024. Nematicidas e outros produtos somaram US$ 195 milhões, 8% do total, levemente abaixo do ano anterior.

Limberger destaca que a adoção de nematicidas cresceu de 33% para 44% da área cultivada, ou 7,43 milhões de hectares. “Esse avanço está ligado à oferta de sementes previamente tratadas”, afirma. No controle de doenças, fungicidas premium representaram 49% do total investido, US$ 245 milhões. Em área potencial tratada, os fungicidas stroby mix mantiveram 42% de participação, aplicados em 7,098 milhões de hectares.

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Crescimento da área e perfil dos produtores

O número médio de aplicações de inseticidas específicos para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, e o valor de mercado desses produtos passou de 20% para 31%. Houve também intensificação do uso de herbicidas para controle de gramíneas, como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso.

A área plantada de milho na segunda safra cresceu 6%, alcançando 16,9 milhões de hectares nos principais Estados: Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Matopiba, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “O plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportações de milho em grão favoreceram a expansão”, comenta Limberger.

Mato Grosso continuou como maior polo produtor, com 43% da área, mais de 7,25 milhões de hectares. Paraná respondeu por 16%, ou 2,7 milhões de hectares, alta de 14% sobre 2024. Goiás e Mato Grosso do Sul tiveram 13% cada, com 2,21 milhões de hectares. As demais regiões somaram 15%, incluindo Bahia, Matopiba, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe.

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