A crescente presença da China no mercado de soja brasileiro levanta questionamentos sobre uma possível dependência excessiva do país asiático. Hoje, mais de 70% da produção nacional da oleaginosa tem como destino a China, o que alimenta dúvidas sobre os impactos caso haja redução nas compras.
O Soja Brasil conversou com Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, que explica que esse risco existe, mas é considerado remoto. ”A China tem apenas 7% de seu território agricultável, praticamente esgotado, o que limita a possibilidade de autossuficiência. Além disso, o aumento do consumo de proteína animal pela população chinesa torna a soja importada insubstituível”, diz.
Mesmo que os Estados Unidos tentem ampliar suas exportações, o efeito seria limitado diante da demanda de 1,4 bilhão de pessoas. Daoud destaca ainda que a China vem investindo em infraestrutura no Brasil, justamente para garantir fornecimento estável e competitivo. “Todo negócio tem risco, mas essa probabilidade é remotíssima. O Brasil continuará abastecendo a China”, conclui.
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