O mercado brasileiro de soja segue sem grandes novidades, avaliou Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Os preços recuam no geral, mas não é uma queda forte, gira em torno de R$ 1,00 a R$ 1,50”, explicou.
Segundo ele, as ofertas seguem escassas. “O comprador aparece pouco, e o produtor também vai segurando o produto. Ele não baixa a régua e pede spreads muito mais altos do que o comprador está disposto a pagar. Assim, fica sem oferta e arcando com o custo de carrego do grão”, acrescentou.
Fatores externos também limitaram a sustentação das cotações. “O dólar está em baixa, os prêmios não se moveram e a CBOT recuou um pouco. Tudo isso tira valor da saca no porto e deixa a semana bem lenta na comercialização”, concluiu.
Os contratos futuros de soja recuaram na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo cenário fundamental. A entrada da safra americana adiciona pressão sazonal aos preços, enquanto a demanda chinesa permanece fraca. Agentes do mercado aguardam novidades sobre um possível acordo entre China e Estados Unidos, que poderia impulsionar a negociação de soja entre os países.
Os contratos de soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,57%, a US$ 10,43 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,63 por bushel, com baixa de 6,25 centavos ou 0,58%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,13%, a US$ 285,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,78 centavos de dólar, com perda de 1,42 centavo ou 2,66%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,06%, sendo negociado a R$ 5,3017 para venda e a R$ 5,2997 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2752 e a máxima de R$ 5,3132.
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