Amazônia perde quase 50 milhões de hectares de florestas em 40 anos
A expansão da pecuária e da agricultura foi apontado como o principal motor do desmatamento na Amazônia, especialmente em Mato Grosso, conforme um levantamento feito pelo MapBiomas, divulgado nesta segunda-feira (15).
Conforme os dados, os estados de Mato Grosso e Rondônia concentram as maiores conversões diretas de vegetação nativa para uso agrícola. Em 1985, Mato Grosso possuía cerca de 80% de cobertura florestal e 7% de áreas de pastagem no bioma. Quase quatro décadas depois, em 2024, esse é o cenário:
Mato Grosso hoje preserva 62% da vegetação nativa, no entanto, esse é o segundo menor índice entre os estados da Amazônia Legal, colocando o estado atrás apenas de Rondônia, com 60%.
Segundo o MapBiomas, a área destinada à agropecuária na Amazônia cresceu 415% entre 1985 e 2024. Nesse período, a pastagem teve um salto de 12,3 milhões para 56,1 milhões de hectares, um aumento de mais de 355%
Amazônia perde quase 50 milhões de hectares de florestas em 40 anos
Em 2024, de acordo com MapBiomas, a vegetação nativa cobria 381,3 milhões de hectares do bioma, enquanto 15,3% da área amazônica já são ocupados por atividades humanas.
De forma geral, entre 1985 e 2024, a Amazônia Legal perdeu cerca de 52 milhões de hectares de vegetação nativa, uma redução de 13% da área do bioma em quase quatro décadas. A maior parte da supressão ocorreu sobre formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares no período.
Outro dado destacado no estudo diz respeito à cultura da soja. A moratória da soja, acordo firmado em 2008 para combater o desmatamento na Amazônia, levou à queda de 769 mil hectares em conversão direta de formação florestal (redução de 68%) entre os períodos pré e pós acordo.
No entanto, três em cada quatro hectares convertidos para agricultura (74,4%) são ocupados por lavouras de soja, que tiveram expansão significativa, sendo a maior parte convertida após Moratória da Soja, em áreas já abertas anteriormente para a pastagem.
Novas áreas de agricultura implantadas sobre áreas desmatadas anteriormente para pastagem representam pouco mais de 9% do total, com maior incidência em MT, RO e Pará (PA).
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