O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,66% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1.033,75. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,69% ou $ 7,25 cents/bushel, a $1.052,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,50% ou $ 1,40/ton curta, a $ 281,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 0,33% ou $ 0,17/libra-peso, a $ 50,98.
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações da oleaginosa fecharam com leves ganhos, impulsionadas por compras técnicas de investidores e pela previsão de tempo seco contínuo no Centro-Oeste americano, o que pode impactar a produtividade das lavouras. A expectativa do mercado é que o USDA reduza sua estimativa de soja em boas/excelentes condições em seu próximo relatório.
As importações de soja da China em agosto atingiram o recorde de 12,28 milhões de toneladas, 5,2% acima do volume de julho, de 11,67 milhões de toneladas. Até 86% desse total foi proveniente do Brasil, segundo dados comerciais.
Após uma sessão volátil, a soja fechou em alta em Chicago, após cair pouco mais de 2,5% na semana anterior. A recuperação foi impulsionada pelas proteções dos investidores após as recentes quedas e pela previsão de tempo seco para toda a semana no Centro-Oeste, o que pode piorar as condições das lavouras em estágio final de desenvolvimento e fundamentar as estimativas privadas que preveem uma produção americana abaixo dos 116,82 milhões de toneladas projetados pelo USDA para agosto.
A melhora foi limitada pelo início da colheita em áreas do sul dos Estados Unidos e pela persistente falta de compras chinesas de grãos americanos, em uma situação sem precedentes para esta época do ano e enquadrada na guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e a China, ou melhor, entre a Casa Branca e o resto do mundo.
Em seu relatório semanal sobre a inspeção dos embarques dos EUA, referente ao período de 29 de agosto a 4 de setembro, o USDA reportou hoje embarques de soja totalizando 452.151 toneladas, abaixo das 491.428 toneladas do relatório anterior, mas dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 300.000 a 500.000 toneladas.
No Brasil, a consultoria AgRural indicou que o plantio da soja para a safra 2025/2026 já começou no Brasil, mas ainda está restrito a áreas bem específicas do Paraná. Até a última quinta-feira, essas áreas isoladas representavam um aumento de mais de 0,02% da área projetada para o país. Há um ano, o plantio ainda não havia começado.
O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas criando vagem está em 97%, ante 94% da semana passada, 97% do ano passado e 97% da média histórica. As plantas desfolhando estão em 21%, ante 11% da semana passada, 23% do ano anterior e 22% da média histórica.
O USDA informou uma leve piora na qualidade das lavouras americanas. 64% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 65% da semana passada e 65% do ano anterior. 26% em condições regulares, ante 25% da semana anterior e 25% do ano passado. 10% classificados como pobres/muito pobres, ante 10% da semana passada e 10% do ano anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica
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