Nesta terça-feira (26), o mercado brasileiro de soja manteve a dinâmica observada já na segunda-feira (25), com poucos registros de negócios concretizados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nem mesmo a safra antecipada de 2026 apresentou alterações, com os preços permanecendo praticamente estáveis.
Enquanto isso, na Bolsa de Mercadorias de Chicago, as cotações variaram dentro de uma faixa estreita, sem força suficiente para movimentos maiores. O câmbio chegou a se valorizar ao longo do dia, mas o avanço não teve reflexo consistente nos preços praticados internamente.
De modo geral, o mercado segue em ritmo lateralizado, com baixa disposição tanto de compradores quanto de vendedores para assumir novas posições neste momento, apontou o analista.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em leve alta, mas abaixo das máximas do dia. Um movimento de correção técnica ajudou nos ganhos iniciais. Mas as incertezas sobre a questão comercial entre China e Estados Unidos e o bom desenvolvimento das lavouras americanas limitaram a reação.
O mercado, que vinha operando em alta com a perspectiva de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China, perdeu força e reverteu para o território negativo, diante da persistência das tensões comerciais entre os dois países.
Segundo a Dow Jones, um importante negociador chinês está a caminho de Washington, enquanto Donald Trump ameaça com tarifas mais altas se Pequim continuar restringindo as exportações de terras raras. O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas também pressiona.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 24 de agosto, 69% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 8% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 10,28 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,49 1/2 por bushel, com alta de 1,75 centavo ou 0,16%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,40, ou 0,82%, a US$ 293,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,48 centavos de dólar, com perda de 1,39 centavo ou 2,53%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,4338 para venda e a R$ 5,4318 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4000 e a máxima de R$ 5,4495.
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