Fiscalização do INDEA garante cumprimento do vazio sanitário da soja em Lucas do Rio Verde

O período do vazio sanitário da soja em Lucas do Rio Verde e região está chegando ao fim sem registro de irregularidades, segundo informou o engenheiro agrônomo Leandro Oltramari, do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA). A etapa de fiscalização, que visa eliminar plantas voluntárias de soja para prevenir a ferrugem asiática, foi realizada com apoio de ferramentas de geotecnologia que permitem identificar áreas de risco antes das vistorias em campo.

“Estamos finalizando mais um vazio sanitário da soja em 2025 e, graças ao trabalho de excelência do INDEA na orientação dos produtores, até esta segunda-feira (18) não encontramos nenhuma irregularidade”, destacou Oltramari. Ele explicou que os fiscais planejam as ações com base em imagens de satélite e, em seguida, realizam a checagem presencial nas propriedades.

Com o encerramento do período, os produtores já estão autorizados a iniciar o plantio da safra 2025/26 a partir de 7 de setembro, prazo que segue até 7 de janeiro de 2026, desde que as condições de umidade do solo sejam favoráveis. “Muitos produtores confundem esse marco. O que vale é o rastro da plantadeira, e este só pode acontecer a partir de 7 de setembro”, reforçou o engenheiro.

Além da fiscalização em campo, o INDEA acompanha a regularidade na aquisição de sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas. Para isso, utiliza o Sistema de Defesa Vegetal (SISDEV), que exige que os produtores estejam com o cadastro atualizado junto ao órgão para conseguir emitir notas fiscais nas revendas. “Se o cadastro não estiver em dia, o produtor deve procurar o INDEA mais próximo para regularizar a situação. Isso vale tanto para quem cultiva soja há décadas quanto para os novos arrendatários que precisam apresentar contrato e documentação da área”, explicou Oltramari.

Ele lembrou ainda que a obrigatoriedade do cadastro e do cumprimento do calendário de plantio segue a Instrução Normativa nº 1/2003, que estabelece medidas fitossanitárias para prevenir e controlar a ferrugem asiática. “O produtor é responsável por manejar corretamente sua lavoura para não disseminar pragas e doenças. Caso contrário, fica sujeito a penalidades”, concluiu.

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