A campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso segue acumulando sinais de desgaste antes mesmo do início oficial da disputa. Depois da aliança com o MDB, o candidato enfrenta resistência dentro do próprio partido e vê importantes lideranças recusarem participação em seu palanque.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que permanecerá na legenda, mas deixou claro que não fará campanha para Wellington nem para a deputada Janaina Riva (MDB). Segundo ele, seu foco será exclusivamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, de José Medeiros, dos candidatos proporcionais do PL e da reeleição da esposa, Samanta Iris.
Na mesma direção, o deputado federal José Medeiros e seu suplente, Odílio Balbinotti, afirmaram que prefeitos, parlamentares e filiados do PL não serão obrigados a apoiar Janaina Riva. Eles sustentam que a aliança entre PL e MDB vale apenas para a disputa ao Governo, enquanto a corrida ao Senado seguirá de forma independente, sem campanha conjunta entre os candidatos das duas siglas.
O cenário expõe as dificuldades de Wellington para unificar o próprio grupo político. Com prefeitos, lideranças e parte da militância rejeitando a composição com o MDB, o senador inicia a pré-campanha convivendo com divisões internas e sem o engajamento de figuras estratégicas do PL.
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