O contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,15% ou $ -1,50 cents/bushel, a $ 1.020,75. A cotação de novembro encerrou em baixa de -0,02% ou $ -1,25 cents/bushel, a $ 1.042,25. O contrato de farelo de soja para setembro fechou em baixa de -1,06% ou $ -3,00/ton curta, a $ 280,40; o contrato de óleo de soja para setembro fechou em alta de 0,17% ou $ 0,09/libra-peso, a $ 53,27.
A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta segunda-feira. As cotações fecharam praticamente estáveis sem grandes notícias para sustentar a alta vista na semana anterior. Os embarques para exportação caíram -12,98% no comparativo semanal, com Egito como principal destino, sendo México, Itália, Taiwan e Alemanha os cinco primeiros.
Marcando mais uma semana da China ausente do mercado americano. Vale destacar que a alta na segunda-feira passada veio de uma fala do presidente Trump pedindo para “quadruplicar” as compras de soja americana. Volume os EUA não teriam capacidade de atender. Ao invés disso, as negociações tarifárias entre EUA e China foram prorrogadas por mais 90 dias.
A soja está sendo negociada em leve alta no pregão diário de Chicago, após acumular alta de mais de 5,5% na semana anterior, mas as chuvas de hoje no Norte, Oeste e parte do cinturão de soja/milho da região central dos EUA limitam as perspectivas de alta e predispõem os investidores a realizar lucros (voltar a vender).
O ProFarmer Tour começou hoje, com visitas a campos em Ohio e Dakota do Sul, onde as safras de soja e milho serão avaliadas. Além dos relatórios diários com suas avaliações, esta agência divulgará suas projeções de colheita para ambas as safras na sexta-feira.
Em seu relatório semanal sobre inspeções de embarques nos EUA, referente ao período de 8 a 14 de agosto, o USDA relatou hoje embarques de soja totalizando 473.605 toneladas, abaixo das 544.246 toneladas registradas no relatório anterior, mas dentro das expectativas dos operadores.
Globalmente, a estatal chinesa Cofco registrou um embarque de 50.000 toneladas de canola australiana da nova safra, após a China ter imposto, na semana passada, uma tarifa de 75,8% sobre o produto do Canadá, seu principal fornecedor. Esta operação é a primeira desde 2020, quando a Austrália, o segundo maior exportador de canola do mundo, foi excluída do mercado chinês por questões fitossanitárias.
O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas em floração representam 95% da área semeada, ante 91% da semana passada, 94% do ano anterior e 95% da média histórica.
As plantas criando vagem está em 82%, ante 71% da semana passada, 80% do ano passado e 82% da média histórica.
O USDA informou uma manutenção na qualidade das lavouras americanas. 68% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 68% da semana passada e 68% do ano anterior. 24% em condições regulares, ante 25% da semana anterior e 24% do ano passado. 8% classificados como pobres/muito pobres, ante 7% da semana passada e 8% do ano anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica
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