O mercado brasileiro de soja registrou recuos generalizados nesta quinta-feira (14), segundo avaliação de Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. Apenas algumas praças mantiveram indicações estáveis, enquanto as ofertas foram escassas e os compradores pressionaram as cotações para baixo, buscando melhor alinhamento à paridade com o porto. Os vendedores, por sua vez, resistiram às baixas, ampliando o spread e travando as negociações no segmento voltado à indústria.
Nos portos, apenas lotes pontuais foram negociados, em um cenário influenciado pela forte queda na Bolsa de Chicago, que devolveu parte da alta acumulada após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta semana.
A pressão também enfraqueceu os prêmios durante boa parte da sessão, embora tenham recuperado algum fôlego no final da tarde. No balanço geral, o dia foi marcado por retração nos preços portuários e volumes reduzidos de negócios.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. Após três sessões de bons ganhos, o mercado realizou lucros. Preocupações sobre a demanda chinesa pelo produto americano ajudaram a pressionar as cotações futuras.
O mercado acumulou ganhos recentemente por conta do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou safra e estoques abaixo do esperado. Mas, mesmo após alguns sinais de avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington, o sentimento de que a procura chinesa por soja americana não vai se aquecer de uma hora para a outra ainda é motivo de preocupação.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará nesta sexta-feira, dia 15, o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 377.600 toneladas na semana encerrada em 7 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.133.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 16,50 centavos de dólar, ou 1,61%, a US$ 10,07 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,28 1/2 por bushel, com baixa de 15,75 centavos ou 1,50%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,70, ou 0,94%, a US$ 284,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,99 centavos de dólar, com perda de 1,40 centavo ou 2,45%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,4172 para venda e a R$ 5,4152 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3945 e a máxima de R$ 5,4315.
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