Chicago: A cotação de setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em alta de 0,59% ou US$ 2,25 cents/bushel, a US$ 385,00. A cotação para dezembro, fechou em alta de 0,55% ou US$ 2,25 cents/bushel, a US$ 407,75.
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações do cereal subiram na esteira da forte alta da soja, com o mercado otimista, esperado mais vendas de
grãos para a China depois do post de Trump, pedindo a China que “quadruplique” as suas compras de soja americana. O bom relatório de vendas 16,13% maior que o da semana anterior e acima da média esperada pelo mercado deram o suporte necessário, como fator
próprio para a alta.
No entanto, os operadores vão olhar com bastante atenção dois dados do relatório WASDE, do USDA, nesta terça-feira, o volume total da safra e as exportações. Ambos mexem diretamente nos estoques finais. O que tiver o maior ajuste pode direcionar os preços na semana.
O Cepea apontou nesta segunda-feira que “Os preços do milho seguem em queda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além da produção recorde da segunda safra brasileira, o baixo ritmo das exportações e a retração de compradores domésticos mantêm as cotações do cereal pressionadas. Apesar da ocorrência de geadas e/ou pragas em partes das regiões produtoras, pesquisadores explicam que, até o momento, as expectativas são de produção interna elevada, devido ao aumento da área e à melhora na produtividade. Atentos à intensificação da colheita, consumidores brasileiros aguardam novas desvalorizações e, com isso, priorizam o recebimento dos lotes negociados antecipadamente, ainda conforme o Centro de Pesquisas.”
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,30, apresentando alta de R$ 0,11 no dia e queda de R$ 1,28 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 67,58, com baixa de R$ 0,05 no dia e recuo de R$ 1,83 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 70,56, com alta de R$ 0,34 no dia e perda de R$ 2,24 na semana.
O milho fechou em leve alta em Chicago, após completar sua terceira semana consecutiva de quedas na sexta-feira e atingir mínimas históricas para a maioria dos contratos ativos. Os ganhos se devem à alta da soja e às proteções dos investidores após a recente liquidação de contratos.
No entanto, o limite para os ganhos foi imposto pela possibilidade de o USDA, em seu relatório mensal de amanhã, projetar uma safra recorde nos EUA em torno de 406 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, o mercado estava sob pressão com a entrada de novos grãos do Brasil no circuito de negociação, na reta final da colheita de safrinha.
O relatório semanal de inspeção de embarques dos Estados Unidos forneceu suporte, onde o USDA registrou hoje embarques de milho totalizando 1.491.962 toneladas, acima das 1.284.746 toneladas do relatório anterior e da faixa estimada pelos operadores, entre 1 e 1,4 milhão de toneladas.
O USDA informou, no final da tarde dessa segunda-feira, o estágio fenológico das lavouras de milho nos Estados Unidos. As plantas desenvolvendo espigas estão em 94%, ante 88% da semana passada, 93% do ano anterior e abaixo dos 95% da média histórica.
As espigas criando massa está em 58%, ante 42% da semana passada, 58% do ano anterior e 58% da média histórica. O milho em maturação está em 14%, ante 6% da semana anterior, 16% do ano passado e 13% da média histórica.
O USDA informou uma leve piora qualidade das lavouras americanas. 72% das lavouras estão em condições boas/excelentes, ante 73% da semana anterior e 67% do ano passado. 21% em condições regulares, ante 20% da semana passada e 23% do ano ant rior. 7% em pobres/muito pobres, ante 7% da semana anterior e 10% do ano passado.
Segundo a Conab, até o dia 09/08 o produtor brasileiro colheu 83,7% da 2ª safra de milho, ante 75,2% da semana anterior. Os trabalhos seguem atrasados em relação aos 94,7% do ano anterior e 84,3% da média de cinco anos.
Fonte: T&F Agroeconômica
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