Corteva divulga números do primeiro semestre de 2025

Lucro líquido cresce 43%, impulsionado por vendas na América do Norte e demanda por novos produtos

A Corteva encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento de 43% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2024. A companhia atingiu US$ 2,05 bilhões em lucro proveniente das operações continuadas. A receita líquida somou US$ 10,87 bilhões, alta de 3%, com avanço orgânico de 5%. O desempenho levou a empresa a revisar para cima suas projeções para o ano.

A receita com sementes cresceu 2%, alcançando US$ 7,24 bilhões. O aumento foi puxado por reajustes de preços (3%) e expansão no volume vendido (2%). O destaque foi a América do Norte, com expansão de área cultivada com milho e ganhos de participação de mercado. O portfólio de alta tecnologia e a receita com licenciamento também contribuíram para os resultados. Na Argentina, as vendas foram postergadas para o segundo semestre por compras de última hora.

Na divisão de proteção de cultivos, a receita aumentou 3% no semestre, totalizando US$ 3,63 bilhões. O crescimento foi impulsionado por alta de 8% no volume, com destaque para novos produtos, fungicidas e biológicos. Os preços recuaram 2%, refletindo a pressão competitiva na América Latina. A empresa compensou a queda com ganhos de produtividade e redução no custo de matérias-primas.

A América do Norte respondeu por US$ 6,8 bilhões da receita total do semestre, crescimento de 5%. A região foi o principal motor de vendas, tanto em sementes quanto em proteção de cultivos. Na América Latina, o faturamento caiu 4%, mas houve aumento orgânico de 6% puxado pela demanda por novas tecnologias. A Ásia-Pacífico e a EMEA (Europa, Oriente Médio e África) apresentaram leve avanço.

O EBITDA operacional ajustado alcançou US$ 3,35 bilhões no semestre, crescimento de 14%. A margem EBITDA avançou cerca de 280 pontos-base na divisão de sementes e 355 pontos-base em proteção de cultivos. A Corteva também anunciou recompra de ações de US$ 1 bilhão e aumento no pagamento de dividendos, demonstrando robustez no fluxo de caixa.

Para 2025, a companhia prevê receita entre US$ 17,6 bilhões e US$ 17,8 bilhões, com crescimento de aproximadamente 5%. O EBITDA operacional ajustado deve ficar entre US$ 3,75 bilhões e US$ 3,85 bilhões, com lucro por ação ajustado entre US$ 3,00 e US$ 3,20. A expectativa é de ganhos de volume na proteção de cultivos, mesmo com pressão nos preços. A empresa também projeta cenário positivo para a América Latina no segundo semestre.

agro.mt

Recent Posts

Prêmios de exportação do óleo de soja seguem perto das mínimas históricas, aponta Cepea

Freepik Os prêmios de exportação do óleo de soja registraram recuperação na última semana, mas…

5 minutos ago

Médio-norte lidera colheita do milho em MT, enquanto o sudeste engatinha

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso…

32 minutos ago

MILHO/CEPEA: Médias mensais são as menores do ano – MAIS SOJA

A pressão de compradores no mercado interno e nos portos, diante do início da colheita…

33 minutos ago

Mauro Mendes participa da premiação de Nelsinho Piquet após etapa da Stock Car em Cuiabá

Piloto venceu a quinta etapa da categoria disputada no Autódromo Internacional de Mato Grosso. O…

13 horas ago

Homem é preso com carga de 600 perfumes sem nota fiscal em ônibus

Policiais militares do 15º Batalhão prenderam um homem pelo crime de contrabando, durante fiscalização na…

14 horas ago

Corpo de Bombeiros e Sebrae discutem medidas para fortalecer pequenos negócios

Cooperação deve ampliar a orientação a empreendedores e incentivar a conformidade das atividades empresariais Com…

14 horas ago