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Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.


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