Com apenas cerca de 2% da produção nacional, a soja não-transgênica brasileira quer ganhar espaço em mercados como Europa e Ásia. A nova diretoria do Instituto Soja Livre (ISL), empossada nesta sexta-feira (1º), em Cuiabá, aposta na sustentabilidade e na qualidade do grão como diferenciais para ampliar a presença internacional do produto.
“Estou assumindo esse desafio com muita alegria e honra, pois estou no projeto há 16 anos e acredito no Soja Livre”, afirmou Luiz Fiorese, novo presidente do ISL. “Queremos deixar claro que produzimos com sustentabilidade e preservação, que é uma agricultura de baixo carbono. A expectativa é muito boa, pois o produtor de soja não-transgênica é um especialista muito dedicado”.
Entre as prioridades da gestão está a busca por contratos de longo prazo. “O que precisamos trabalhar fortemente são os contratos de longo prazo para dar segurança aos produtores rurais. A Aprosmat vê o ISL como uma segurança, assim como a Embrapa, pois é importante não termos o produto vinculado apenas a empresas estrangeiras”, destacou Elton Hamer, ex-presidente da Aprosmat e diretor administrativo do Instituto.
A escolha pela soja convencional também envolve questões agronômicas, segundo Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT. “Temos um mercado mundial que preza pela soja convencional e o Instituto Soja Livre foi feito para fomentar essa produção e é composto por produtores que optam por essa cultura. E não estão somente buscando renda, mas também manejo de ervas daninhas e doenças de solo, por exemplo”.
Para Guilherme Thomazi, diretor de Relações Internacionais do ISL, a comunicação externa e a certificação são fundamentais. “Nos últimos 15 anos que atuo no ramo de certificação, vejo que estes países não conhecem o Brasil, então, temos que reforçar muito a comunicação lá fora”, afirmou. Ele destacou ainda que a soja brasileira tem “3% a mais de proteína”, um diferencial relevante para a indústria de rações.
A nova diretoria do ISL também conta com Evandro Gianezini (vice-presidente), Dr. Sebastião Pedro (diretor técnico), Marcelo Calzerani (diretor financeiro) e Guilherme Thomazi (relações internacionais). O Conselho Fiscal inclui César Borges, Diogo Balistieri, Rodrigo Brogin, Odilon Lemos, Francisco Soares e Marcos Borges.
Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Contribuintes têm até sexta-feira (25) para regularizar impostos atrasados como o ISS. Pagamento pode ser…
Equipes passaram pelos bairros Lixeira, Areão, Poção e Dom Aquino. Lixo descartado irregularmente também ameaça…
O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares…
Biatriz Silva, moradora de Fortaleza e medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia, viaja…
Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural O contrato…
Marianinha-de-cabeça-amarela foi encontrada durante monitoramento ambiental no reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder. Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave…