A cadeia da soja convencional no Brasil — ainda restrita a uma pequena parcela da produção nacional — enfrenta um momento decisivo. Em meio a desafios que vão da instabilidade nos contratos à queda de área plantada, o Instituto Soja Livre (ISL) empossa sua nova diretoria nesta sexta-feira (1º), às 7h30, em Cuiabá (MT), com a missão de consolidar e expandir o mercado de soja não-transgênica no país.
O novo presidente, Luiz Fiorese, assume o comando do Instituto para o biênio 2025/2027 com o desafio de articular toda a cadeia produtiva da soja convencional — do campo à indústria — e reforçar o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável, especialmente para a Europa, principal destino do produto.
“É um grande desafio organizar a cadeia da soja não-transgênica no Brasil, desde o produtor até a indústria e os consumidores da Europa, que é o principal destino do nosso produto”, afirma Fiorese. Segundo ele, a prioridade da nova gestão é aproximar o produtor desse mercado, ampliando oportunidades e reduzindo riscos.
Atualmente, a soja convencional representa apenas 1,2% da área total plantada no Brasil, ocupando 542,9 mil hectares. Em Mato Grosso, que lidera a produção nacional tanto de soja transgênica quanto convencional, a área destinada ao cultivo não-OGM na safra 2024/25 é de 273,6 mil hectares — cerca de 2% da área estadual.
Além da baixa participação no total cultivado, a cadeia ainda convive com incertezas contratuais que afetam diretamente a decisão dos produtores. Um dos pontos centrais para a nova gestão será justamente trabalhar por acordos mais estáveis e duradouros. Fiorese destaca que garantir segurança ao produtor é essencial: contratos de longo prazo com compradores europeus podem oferecer previsibilidade e incentivo para quem opta pela soja convencional.
A nova diretoria do ISL é formada por Evandro Gianezini (vice-presidente), Elton Hamer (diretor administrativo), Dr. Sebastião Pedro (diretor técnico), Marcelo Calzerani (diretor financeiro) e Guilherme Thomazi (diretor de relações internacionais). O Conselho Fiscal será composto por César Borges, Diogo Balistieri, Rodrigo Brogin, Odilon Lemos, Francisco Soares e Marcos Borges.
Com a posse, o Instituto Soja Livre reforça seu compromisso com a valorização da soja livre de transgênicos, atuando na defesa dos interesses dos produtores e buscando fortalecer o Brasil como fornecedor estratégico para o mercado internacional.
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