O governo federal anunciou, no último dia de junho, o novo Plano Safra para a agricultura familiar e empresarial, referente ao ciclo de julho de 2025 a junho de 2026. Havia grande expectativa em torno do anúncio, especialmente diante da atual crise financeira que o país enfrenta — reflexo dos gastos descontrolados do governo e da intenção de criar novos impostos para suprir o déficit fiscal.
Durante o lançamento, o governo alegou que houve avanços em relação ao plano anterior. No entanto, o setor agropecuário discorda dessa avaliação. Embora tenha havido ampliação nominal dos recursos, os valores não superam nem mesmo o índice da inflação do período. Além disso, o plano trouxe aumento nas taxas de juros para a agricultura empresarial, segmento responsável por movimentar a economia e as exportações brasileiras. Outro ponto criticado foi a redução dos recursos destinados à equalização de juros nos financiamentos oficiais.
O presidente da Faesc (Federação da Agricultura do Estado de SC), José Zeferino Pedrozo, afirmou que o anúncio gerou insegurança no setor agropecuário.
Ele também criticou a ausência de informações sobre o seguro agrícola, uma das maiores preocupações dos produtores diante dos riscos climáticos.
Fonte: Fecoagro
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