O vazio sanitário da soja começou em junho, em Mato Grosso, e já acende o alerta das autoridades. Em apenas um mês, 12 produtores foram multados por descumprirem a norma que proíbe a presença de plantas vivas nas lavouras durante o período. A medida, que segue até 6 de setembro, é essencial para conter a ferrugem asiática.
Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), entre os dias 8 de junho e 6 de julho, foram realizadas mais de 2 mil fiscalizações. Nessas ações, foram aplicados 12 autos de infração que somam cerca de 1,6 mil Unidades Padrão Fiscal (UPFs).
A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que compromete o desenvolvimento da planta e pode gerar perdas na produção. Ela se espalha facilmente, principalmente em períodos chuvosos, e exige o uso constante de defensivos agrícolas, o que eleva os custos para os produtores.
O vazio sanitário da soja é uma estratégia de manejo fitossanitário que determina a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras por um período de 90 dias. A medida impede que o fungo causador da ferrugem sobreviva entre uma safra e outra.
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