A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos anunciada pelo presidente dos Estados Unidos nessa quarta-feira (9), foi recebida com preocupação pelo setor produtivo brasileiro. Algumas entidades como a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), emitiu nota assinada pelo presidente Oswaldo Pereira Ribeiro Junior. “Essa que retira o nosso produto da concorrência para esse mercado tão importante para o nosso setor”.
De acordo com Oswaldo, a nova taxação colocaria o preço da tonelada da nossa carne em cerca de 8.600 dólares, inviabilizando qualquer comercialização para o mercado americano.
“Solicitamos ao Governo Federal que utilize todos os recursos e esforços para a resolução desse problema, com muito diálogo e disposição. Acreditamos na soberania nacional mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas que podem levar a resultados desastrosos para nossa economia”, disse.
Donald Trump justificou a medida tarifária citando supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.
“A partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta”, afirmou o presidente norte-americano.
NOTA DA ACRIMAT
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), vem a público mostrar sua enorme preocupação com a promessa de taxação em cerca de 50% da carne bovina enviada para os EUA, tarifa essa que retira o nosso produto da concorrência para esse mercado tão importante para o nosso setor. A nova taxação colocaria o preço da tonelada da nossa carne em cerca de 8.600 dólares, inviabilizando qualquer comercialização para o mercado americano.
Solicitamos ao Governo Federal que utilize todos os recursos e esforços para a resolução desse problema, com muito diálogo e disposição. Acreditamos na soberania nacional mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas que podem levar a resultados desastrosos para nossa economia.
Oswaldo Pereira Ribeiro Junior
Presidente da Acrimat
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