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Com saldo de R$ 400 milhões, Prefeitura apresenta balanço fiscal e ganha destaque no TCE


Conteúdo/ODOC – A Prefeitura de Cuiabá encerrou o primeiro semestre de 2025 com um saldo positivo de R$ 400 milhões, resultado de uma arrecadação de R$ 2,5 bilhões e despesas que somaram R$ 2,1 bilhões. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (9), durante evento no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), que contou com a presença de autoridades estaduais e municipais.

O balanço foi elogiado pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, que classificou a gestão do prefeito Abilio Brunini como “referência” para os 142 municípios mato-grossenses. “A gestão do Abilio está dando certo e será um divisor de águas para futuras administrações. Recomendo que todos os prefeitos abram suas contas e mostrem seus números como está sendo feito aqui”, afirmou.

Além do saldo fiscal positivo, a atual administração renegociou 321 contratos dos 881 em vigor, gerando uma economia de R$ 217 milhões. Entre as ações já implementadas com os recursos estão a gratuidade do transporte público aos domingos, café da manhã para estudantes e profissionais da educação, ampliação do programa Escola Aberta, reforço no kit escolar e uniformes, e a criação do Centro Médico Infantil. Também foram pagas sete folhas salariais, incluindo a de dezembro de 2024, além do reajuste de 5,32% do RGA.

A equipe econômica da Prefeitura também destacou a revogação da taxa de lixo, a retomada da coleta de resíduos e a abertura gratuita do Aquário Municipal.

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Rombo herdado ultrapassa R$ 2,4 bilhões

Apesar dos avanços, o cenário herdado foi desafiador. Segundo o prefeito, a atual gestão assumiu dívidas acumuladas que somam R$ 2,4 bilhões — incluindo precatórios (R$ 775 milhões), débitos com INSS, FGTS, restos a pagar, empréstimos consignados e valores ainda em negociação (R$ 512 milhões). O déficit orçamentário era de R$ 1,15 bilhão.

Chamaram a atenção, ainda, R$ 110 milhões referentes ao passe livre estudantil, não previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), e R$ 50 milhões de empréstimos consignados descontados de servidores, mas não repassados aos bancos.

“Encerramos o decreto de calamidade, mas os ajustes continuam. Não faço promessas, faço entregas. Os próximos dois anos ainda serão de austeridade, mas com ações concretas”, afirmou Abilio Brunini, que destacou o apoio do TCE no processo de reconstrução fiscal da capital.

O evento contou com a presença de conselheiros do TCE-MT, auditores, técnicos, representantes do Ministério Público de Contas (MPC), do Ministério Público Estadual (MPMT), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), além de vereadores, secretários e servidores da Prefeitura.

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