O Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja) e o Mercosoja 2025 serão realizados entre os dias 21 e 24 de julho, em Campinas (SP). Promovido pela Embrapa Soja, o evento chega à sua 10ª edição com um marco duplo: a celebração dos 100 anos da soja no Brasil e dos 50 anos da empresa. O tema central será ‘Pilares para o amanhã’, com foco em inovação, sustentabilidade e novos desafios da cadeia produtiva. As inscrições podem ser feitas aqui.
Reconhecido como o principal fórum técnico-científico sobre o grão na América do Sul, o congresso deve reunir cerca de 2 mil participantes entre pesquisadores, produtores, técnicos, representantes da indústria, cooperativas, governo e setor financeiro.
A programação inclui quatro conferências e nove painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas nacionais e internacionais. Entre os temas em destaque estão biotecnologia, logística no Mercosul, propriedade intelectual, valor agregado, sustentabilidade e agricultura tropical.
Uma das novidades desta edição é o espaço “Mãos à Obra”, voltado à discussão prática sobre cinco grandes temas: fertilidade do solo e adubação, manejo de nematoides, plantas daninhas, bioinsumos e impedimentos ao desenvolvimento radicular.
O evento também contará com o workshop internacional “Soybean2035”, que vai debater os próximos dez anos da biotecnologia na cultura da soja, com participação de pesquisadores do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá.
Foram aprovados 328 trabalhos que serão apresentados em nove sessões temáticas durante o congresso, abrangendo áreas como fisiologia, entomologia, fitopatologia, genética, sementes, nutrição vegetal, economia rural e transferência de tecnologia.
A commodity chegou ao Brasil em 1882, mas só ganhou relevância comercial a partir da década de 1960. A criação da empresa, em 1975, foi determinante para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições tropicais, ampliando o cultivo para regiões como o Cerrado.
Segundo dados da Conab, o Brasil colheu cerca de 167 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, mantendo-se como maior produtor mundial da oleaginosa, à frente de Estados Unidos e Argentina.
Ao longo de cinco décadas, a Embrapa Soja liderou avanços tecnológicos que permitiram elevar a produtividade, reduzir custos de produção e ampliar a sustentabilidade ambiental da cultura. A instituição é hoje referência global em pesquisa de soja para regiões tropicais.
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