O avanço da colheita da segunda safra em Mato Grosso tem pressionado os preços do milho no estado. As cotações voltaram a cair e se aproximam do piso oficial estipulado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio da saca no mercado disponível recuou para R$ 39,84 na semana passada, queda de 0,79% na comparação semanal. O valor se mantém acima da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), fixada em R$ 35,91 por saca para 2025, mas a diferença vem diminuindo semana após semana.
A colheita do milho em Mato Grosso avançou 12,99 pontos percentuais no período e já atinge 26,99% da área estimada. A produção total para o ciclo 2024/25 foi revisada para cima e agora é estimada em 50,38 milhões de toneladas, segundo o Imea.
O aumento da oferta, combinado a um cenário externo de baixa, amplia a pressão sobre as cotações no mercado interno.
A paridade de exportação para julho/25 recuou 4,79%, para R$ 36,16 por saca, reforçando o descolamento entre o mercado internacional e o preço praticado dentro da porteira.
Segundo o Imea, a leve alta do dólar não foi suficiente para compensar a queda nas cotações externas. A diferença de base entre o milho disponível em Mato Grosso e os contratos futuros em Chicago se manteve negativa, em US$ 14,10 por bushel.
O Imea destaca que, se o preço médio do milho em Mato Grosso continuar recuando e ultrapassar o limite inferior da PGPM, poderá haver acionamento de políticas públicas de suporte, como leilões de compra ou pagamento de prêmios.
No acumulado da safra 2024/25, Mato Grosso já comercializou 51,05% da produção estimada. Para a safra 2025/26, a comercialização atinge 5,83%.
Estoques públicos
O assunto foi abordado durante o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, na segunda-feira (30). Entre as medidas anunciadas, está a modernização da legislação que rege a atuação da Conab em momentos de oscilação de preços.
“Propusemos uma nova lei para a formação de estoques públicos, pois hoje a companhia só pode comprar quando o preço do mercado está abaixo do preço mínimo, e isso tem dificultado para alguns produtos a formação de estoques”, disse o presidente da estatal, Edegar Pretto, em nota.
“Os estoques públicos são tão fundamentais por isso: uma mão do governo que ajuda o produtor pagando um preço melhor, e auxilia o consumidor quando o preço subir nas prateleiras dos supermercados”, afirmou.
(Com informações do Canal Rural)
Suspeitos foram flagrados armados na frente de residência. Ação desarticulou logística do tráfico que funcionava…
Deputado protocolou ofício exigindo que a Prefeitura de Cuiabá utilize recursos de emenda estadual para…
Candidato do Agir ao Governo de Mato Grosso falará sobre suas propostas, a situação jurídica…
Criminosos encomendaram quase R$ 3 mil em produtos para emboscar trabalhador. Ação faz parte da…
Foto: Arquivo/Canal Rural O Paraná deve iniciar a safra 2026/27 de soja em ritmo mais…
Inscrições seguem até 14 de outubro e provas estão previstas para dezembro. Seleção é para…