Conteúdo/ODOC – A empresa CS MOBI, responsável pela operação do estacionamento rotativo em Cuiabá, foi duramente criticada por vereadores durante sessão na Câmara Municipal nesta quinta-feira (26).
O motivo foi uma representação protocolada pela companhia no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na qual tenta barrar declarações públicas do prefeito Abilio Brunini (PL) a respeito de um possível rompimento do contrato firmado na gestão anterior.
O vereador Ilde Taques (PSB) classificou a ação como “absurda” e disse que a empresa busca impedir o prefeito de se manifestar sobre um contrato que, segundo ele, “retira dinheiro do bolso do cidadão cuiabano”.
Ele afirmou ainda que a CS MOBI quer receber mensalmente R$ 650 mil da Prefeitura, valor que está sendo analisado por possível falta de respaldo jurídico. O parlamentar também criticou tentativas da empresa de reajustar tarifas e de cobrar pelo serviço mesmo em casos de roubo ou danos aos veículos.
“Querem penalizar o trabalhador que muitas vezes nem tem seguro no carro. E agora ainda tentam censurar o prefeito, como se a população não tivesse o direito de saber o que está acontecendo”, disparou Ilde.
Ele cobrou respostas a um requerimento apresentado à empresa pedindo informações sobre as multas aplicadas em 2024, além de detalhes sobre investimentos e a entrega do projeto executivo, que, segundo ele, ainda não foram apresentados.
Líder do prefeito na Câmara, o vereador Dilemário Alencar (União) classificou o pedido da empresa como um “ataque à liberdade de expressão” e acusou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), responsável por assinar o contrato, de estar alinhado com os interesses da CS MOBI.
“Está claro que o ex-prefeito ainda atua nos bastidores. Foi ele quem revogou a lei que garantia isenção ampla a idosos e pessoas com deficiência”, disse. Dilemário defendeu que Emanuel seja convocado para prestar esclarecimentos à CPI que investiga o contrato.
Também presente na sessão, a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) criticou a cobrança de multas aplicadas pela empresa e apontou falta de transparência. “É um absurdo o que está sendo feito com a população. Essa suposta obra da empresa custaria o suficiente para construir cinco mercados municipais”, afirmou.
Segundo ela, o prefeito Abilio Brunini tem interesse em rescindir o contrato, mas esbarra em uma cláusula que prevê multa milionária. “Precisamos investigar quem realmente está por trás da empresa”, completou.
Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas…
Foto: Freepik O Brasil abriga quase oito em cada dez startups voltadas ao agronegócio da…
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA O Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) representa…
Levantamento da Sesp aponta 9,7 mil ocorrências aos domingos e maior incidência entre 18h e…
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Mais de 26 mil agricultores alagoanos receberam o Garantia-Safra 2024/2025 este…
Vítima foi encontrada sem vida dentro de casa com múltiplas perfurações pelo corpo Policiais militares…