Categories: Politica

Mais da metade dos servidores públicos do estado está prejudicada por consignados


Cerca de 62 mil servidores públicos de Mato Grosso firmaram contratos com empresas consignatárias e podem ter sido alvos de cláusulas abusivas, como diz o deputado estadual Wilson Santos (PSD). O número representa mais da metade dos 104 mil funcionários públicos estaduais e escancara o que pode ser uma das maiores crises de endividamento do funcionalismo nos últimos anos.

Na última quarta-feira (18), o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sancionou a Lei nº 12.934/2025, que proíbe a cobrança da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) e de qualquer outro encargo administrativo nos empréstimos consignados firmados com servidores públicos da administração direta e indireta. O texto foi aprovado a fim de endurecer regras para financiamentos diante de denúncias de fraudes na modalidade de crédito.

A medida tem como objetivo combater práticas irregulares identificadas em contratos com juros excessivos, taxas ocultas e pouca transparência. Segundo Wilson Santos, a responsabilidade pela gestão dos contratos é da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), enquanto a Desenvolve MT deve atuar na fiscalização — o que, segundo o parlamentar, não ocorreu de forma eficiente.

“Muitos servidores assinaram contratos que sequer chegaram a ver fisicamente. Maus vendedores se aproveitaram de um momento de fragilidade financeira, agravado pela ausência do reajuste da RGA por três anos e pela pandemia de covid-19”, criticou Wilson.

Advertisement

A nova legislação determina que o sistema eletrônico de averbação de consignações garanta total transparência nas operações, exigindo das instituições financeiras a apresentação do valor total a ser pago, número de parcelas, taxa de juros e confirmação da ausência de taxas adicionais. As mudanças devem ser implementadas em até 25 dias, com prazo de 15 dias para as instituições se adequarem, sob pena de suspensão do convênio com o Estado.

Atualmente, a Seplag autoriza 28 instituições a operar com crédito consignado, 12 com cartão de crédito consignado e 25 com cartão de benefício. A nova lei se aplica a todas essas instituições, sejam públicas ou privadas.

Wilson Santos integra a mesa técnica criada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para investigar a legalidade das operações. Segundo ele, o objetivo é corrigir falhas e responsabilizar eventuais abusos. “O que for legal, será cobrado. Mas o que estiver irregular precisa ser corrigido, e quem errou, responsabilizado”, concluiu.

agro.mt

Recent Posts

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul.…

9 horas ago

Para 2026/27, Rabobank projeta estabilidade na área plantada de soja do Brasil – MAIS SOJA

Embora 2026 tenha sido um ano de margens mais apertadas para os produtores de grãos…

10 horas ago

Pecuária leiteira lidera inscrições de associações e cooperativas no edital do projeto MT Produtivo

Iniciativa coordenada pela Seaf recebeu 105 propostas de 55 municípios, somando R$ 129,5 milhões em…

11 horas ago

Bioinsumos, drones e controle biológico fortalecem a produção de algodão no semiárido – MAIS SOJA

Tecnologias apresentadas na ExpoCariri 2026 buscam reduzir perdas provocadas pela seca e pelas pragas, ampliar…

11 horas ago

Polícia Civil recupera em Araputanga motocicleta furtada horas antes em frente a hospital

Veículo modelo Honda Pop vermelho havia sido levado durante a madrugada; investigações continuam para identificar…

12 horas ago

Soja fecha o dia com preços firmes e quedas pontuais; veja as cotações

O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre estáveis e mais baixos nesta quinta-feira (5).…

12 horas ago