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Mercado doméstico de algodão apresenta ritmo lento com produtores retraídos – MAIS SOJA


O mercado doméstico de algodão teve uma semana de poucos negócios e ritmo lento. Na quinta e sexta-feira da semana passada, as negociações estavam concentradas no curto prazo, com a indústria local comprando no mercado spot apenas para atender à demanda dos próximos 15 dias. As tradings, por sua vez, seguiram com interesse voltado para a safra 2025/26, mas sem grandes movimentações. Já na segunda-feira, o mercado começou a perder força: os preços não caíram de forma agressiva, mas os compradores reduziram o ritmo, e o ambiente ficou mais cauteloso.

A indústria ainda realizou algumas compras pontuais, porém com valores menores, o que levou os produtores a se retraírem e travarem os negócios. Com isso, o mercado seguiu a semana em compasso lento, com poucos volumes negociados e sem grande entusiasmo, informou a Safras Consultoria.

Para o algodão colocado na indústria paulista, o preço ficou em torno de R$ 4,29 por libra-peso, queda de 0,92%. Na comparação com a quarta-feira (11) passada, o algodão caiu 1,15%, quando era negociado a R$ 4,34 por libra-peso.

A pluma negociada em Rondonópolis, no Mato Grosso, chegou a R$ 137,57 por arroba, o que corresponde a R$ 4,16 por libra-peso, uma desvalorização de R$ 1,73 por arroba. Na semana, as perdas equivalem a R$ 2,27 por arroba. No flat price do FOB exportação de Santos, o algodão ficou cotado a 77,28 centavos de dólar por libra-peso, com base no contrato dezembro/25.

Custeio da safra 2025/26 – Imea

De acordo com o projeto CPA-MT, a estimativa de custeio para o algodão da safra 2025/26, apresentou redução de 0,68% no comparativo mensal, ficando projetado em R$ 10.665,60/ha. A principal movimentação se deu nas despesas relacionadas à classe de fertilizantes e corretivos, que exibiu recuo de 1,50% ante abril/25, chegando a R$ 3.874,21/ha, com foco nas despesas relacionadas aos macronutrientes, que apresentaram diminuição de 1,80% em relação ao mês anterior. Quanto ao Custo Operacional Efetivo (COE), este ficou projetado em R$ 15.297,54/ha, queda de 0,10% no comparativo mensal.

Dessa forma, para que o cotonicultor consiga cobrir seu COE na safra 2025/26, levando em consideração uma produtividade média de 122,38 arroba/hectares, estimada atualmente para a safra 2024/25, o valor mínimo necessário para negociar sua produção deve ser de R$ 125,54/arroba. As informações partem do Imea.

Fonte: Sara Lane – Safras News



 

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