Polícia Federal diz que presidente do TCE recebeu R$ 15 milhões entre janeiro e outubro de 2025 em 101 lançamentos bancários
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, é apontado como o principal operador de esquema que teria movimentado R$ 75,8 milhões da instituição. A Polícia Federal diz que ele seria o coordenador dos operadores financeiros que distribuíam dinheiro entre os participantes do esquema.
Os indícios de crime são investigados na Operação Tomada de Contas deflagrada hoje (29) pela manhã pela Polícia Federal. Três conselheiros – Sérgio Ricardo, Guilherme Maluf e Alisson Alencar – além do conselheiro aposentado Valter Albano e outros servidores do TCE são alvos da operação.
A quantia de R$ 75,8 milhões é atualizada, antes havia sido divulgado que a movimentação teria sido de ao menos R$ 33 milhões. A investigação preliminar da Polícia Federal se limitou a apurar as movimentações bancárias entre 1º de janeiro de 2025 e 22 de outubro de 2025.
Nesse período, segundo o documento que embasa a Operação Tomada de Contas, há registro de 101 lançamentos bancários em nome de Sérgio Ricardo que somam R$ 15,4 milhões. Ainda segundo a PF, R$ 10,7 milhões tiveram origens avulsas e o restante em nome de fornecedores.
A Polícia Federal diz que os responsáveis pela execução financeira do TCE-MT suspendiam o pagamento a empresas fornecedoras de serviços, como limpeza e segurança, para priorizar o pagamento a agências publicitárias. A manobra teria facilitado o desvio de dinheiro.
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