O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços predominantemente mais baixos nesta segunda-feira (19), pressionado pelos recuos na Bolsa de Chicago e no dólar. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os prêmios não foram suficientes para compensar esses movimentos, resultando em queda nas ofertas dos compradores no mercado físico.
A comercialização permaneceu praticamente travada, com apenas negócios pontuais reportados, envolvendo entrega spot e pagamento em janeiro. Fora essas operações, o mercado seguiu sem ofertas relevantes, com os produtores afastados das negociações diante dos atuais níveis de preços.
“Os prêmios não compensaram as quedas em Chicago e no dólar, e tivemos recuos nas ofertas dos compradores no físico”, observa Silveira. Segundo o analista, os produtores seguem fora do mercado nesses patamares.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira, enfileirando seis sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a previsão de clima favorável sobre o cinturão produtor voltaram a pressionar as cotações.
O mercado aposta em um bom avanço na colheita da maior safra da história do país. Os dados sobre a lavoura serão divulgados às 17h pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Hoje, os exportadores privados americanos anunciaram a venda de 261 mil toneladas para destinos não revelados e de 114 mil para a China. Apesar da demanda, o mercado não encontra espaço para reação, com fundos e especuladores preferindo liquidar posições.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.001.750 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, conforme relatório semanal do Departamento. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.109.385 toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 7,75 centavos de dólar ou 0,61%, a US$ 12,53 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,68 3/4 por bushel, com retração de 7,00 centavos de dólar ou 0,54%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,64%, a US$ 354,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,69 centavos de dólar, com perda de 0,44 centavo ou 0,65%.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,51%, negociado a R$ 5,0468 para venda e a R$ 5,0448 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0398 e a máxima de R$ 5,0648.
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