O clima seco, favorece o desenvolvimento de uma das principais doenças da soja, o oídio. A baixa disponibilidade hídrica, associada a temperaturas amenas proporcionam um ambiente favorável ao desenvolvimento do oídio em soja, doença causada pelo fungo Erysiphe difusa. Os principais sintomas incluem a cobertura das folhas por uma fina camada esbranquiçada constituída por micélios e esporos do fungo. Essa cobertura reduz a capacidade fotossintética da planta, reduzindo sua capacidade em produzir e translocar fotoassimilados.
Além da suscetibilidade da cultivar, o potencial de danos do oídio em soja esta relacionado ao período em que ocorre a infecção na planta e da severidade da doença. Embora possa ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento da soja, o oídio é mais comum durante o início da floração da soja (Soares et al., 2023). Para efeito de manejo, recomenda-se que o controle do oídio seja realizado ao identificar os primeiros sintomas da doença, para evitar perdas substanciais de produtividade.
Em média, os danos em decorrência do oídio em soja giram em torno de 30%, contudo, o potencial em reduzir a produtividade da soja pode ser superior a medida em que há o aumento da severidade da doença, especialmente em períodos sensíveis do desenvolvimento da soja. Ao avaliar os danos causados pelo oídio na cultura da soja, com infecções em diferentes estádios do desenvolvimento das plantas, durante a fase reprodutiva (R1 – R2; R3 – R4; R5.1 – R5.2 e R5.3 – R5.4), Igarashi et al. (2010), constataram que as perdas de produtividade podem ser superiores a 50% dependendo da severidade da doença.
Os resultados observados por Igarashi et al. (2010), demonstram que, a incidência do oídio no início do período reprodutivo, tem o mesmo impacto negativo gerado pela ausência de controle da doença (testemunha sem controle), e que, quanto maior a área foliar infectada com a doença (figura 2), maiores são as perdas de rendimento da soja. Nesse contexto, o monitoramento, manejo e controle do oídio deve ser intensificado em safras cujas condições climáticas e ambientais são favoráveis ao desenvolvimento da doença, especialmente durante os períodos mais sensíveis da soja a ocorrência do oídio. Sendo assim, é crucial adotar um programa fitossanitário consistente que possibilite a manutenção do potencial produtivo da cultura, reforçando o manejo do oídio, especialmente durante o início da floração da cultura, em condições mais propensas ao desenvolvimento da doença.
IGARASHI, S. et al. DANOS CAUSADOS PELA INFECÇÃO DE OÍDIO EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS DA SOJA. Arq. Inst. Biol., 2010. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/aib/a/wVGKLGVN9mt3t47xWYhQGjc/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 19/10/2026.
MATTIAZZI, P. EFEITO DO OÍDIO (Microsphaera diffusa Cooke & Peck) NA PRODUÇÃO E DURAÇÃO DA ÁREA FOLIAR SADIA DA SOJA. Tese (Doutorado em Agronomia), Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, 2003. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-20231122-100625/publico/Mattiazzi-Patricia.pdf >, acesso em: 19/10/2026.
SOARES, M. R. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1158639/manual-de-identificacao-de-doencas-de-soja >, acesso em: 19/10/2026.
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