Ex-secretário afirmou que a hipótese não seria para curto prazo, mas está no radar do governo, se for uma medida eficiente para o gasto público
Ex-secretário de Fazenda foi escolhido por Otaviano Pivetta para avaliar a estrutura do governo a partir de 2027; programa de demissão voluntária é uma das alternativas em análise para reduzir despesas com pessoal.
O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o governo de Mato Grosso poderá voltar a adotar o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como estratégia para reduzir os gastos com a folha de pagamento e enxugar a máquina pública. Segundo ele, a medida está entre as alternativas em avaliação, mas não deve ser implementada no curto prazo.
“Nada está descartado, isso está na mesa, estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria, hoje, que não está na mesa para curto prazo”, afirmou.
Gallo foi escolhido pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para avaliar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027, quando começa o novo mandato. Um dos objetivos do planejamento é reduzir a estrutura da máquina pública e buscar maior eficiência nos gastos governamentais.
De acordo com Gallo, a análise está concentrada nas medidas administrativas que possam apresentar melhores resultados. O PDV é uma das possibilidades consideradas por já ter sido adotado anteriormente durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), sobretudo em empresas estatais.
O programa prevê incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. A adesão é estimulada por meio de pagamentos compensatórios, como forma de reduzir o quadro de pessoal e, consequentemente, as despesas do poder público.
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