A semeadura da soja da safra 2026/27 segue em ritmo lento no Rio Grande do Sul, prejudicada pelas chuvas frequentes, pela elevada umidade do solo e pela redução das janelas operacionais para a entrada de máquinas nas lavouras. As informações são do relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (15).
Na maior parte das regiões produtoras, os agricultores têm priorizado a dessecação de plantas de cobertura e o preparo das áreas, enquanto aguardam condições mais favoráveis para iniciar ou ampliar o plantio.
De acordo com a Emater, a cautela também está relacionada ao risco de necessidade de ressemeadura após precipitações intensas, o que pode elevar os custos de implantação da cultura.
As primeiras áreas semeadas estão concentradas, em parte, em locais que receberam autorização para o plantio antecipado ou que não estão sujeitos às restrições de financiamento relacionadas às normas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
A Emater/RS-Ascar estima uma área de 6,64 milhões de hectares destinada à soja no estado, com produtividade projetada em 3.183 quilos por hectare.
Além das dificuldades no campo, o mercado gaúcho registrou queda nas cotações. Segundo o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, o preço médio da soja no estado recuou 0,99%, passando de R$ 139,71 para R$ 138,32.
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