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Bancada de Mato Grosso vota pelo fim da escala 6×1 no Senado


Jayme Campos, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes apoiaram a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte nos salários

Os três senadores de Mato Grosso votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas. Jayme Campos (União Brasil), Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL) apoiaram o texto nos dois turnos realizados nesta quarta-feira (14).

A proposta recebeu 75 votos favoráveis em cada votação. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Como o Senado manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC seguirá diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

ntes da votação, Jayme Campos enviou um recado aos empresários mato-grossenses que pretendiam pressioná-lo contra a mudança. O senador afirmou que não precisavam telefonar, pois não abriria mão de suas convicções. A declaração ganhou repercussão por partir de um representante de um estado com forte presença do agronegócio, do comércio e da indústria.

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Carlos Fávaro já defendia o fim da escala 6×1 durante a campanha eleitoral. O senador argumentava que trabalhar seis dias para descansar apenas um representa uma injustiça, principalmente para mulheres que conciliam a atividade profissional com os cuidados domésticos. Ele também defendeu uma regulamentação que preserve as empresas, acompanhada de medidas de desoneração tributária.

Wellington Fagundes acompanhou a proposta mesmo integrando o partido de Flávio Bolsonaro, que anteriormente criticava a mudança. O PL liberou seus parlamentares para votar conforme suas próprias posições. O candidato presidencial também acabou votando favoravelmente à PEC.

A nova regra estabelece a escala 5×2 como modelo geral, com dois dias de descanso remunerado por semana e preferência para que uma das folgas ocorra aos domingos. A jornada cairá para 42 horas 60 dias após a promulgação e chegará às 40 horas depois de um ano, sem redução salarial. Regimes específicos, como a escala 12×36, serão preservados.

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agro.mt

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