A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,55 milhões de toneladas, acima das 6,18 milhões previstas na semana anterior. Para o milho, a projeção subiu para 6,41 milhões de toneladas, ante 5,34 milhões de toneladas. As revisões constam do relatório semanal da entidade, com base na programação de embarques.
Na soja, o novo volume representa alta de 5,9% em relação à estimativa da semana passada e avanço de 2,3% na comparação com as 6,40 milhões de toneladas embarcadas em outubro de 2025. No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação do mês, os embarques somam 107,95 milhões de toneladas, 6,4% acima do registrado em igual período do ano passado.
Para o milho, a revisão indica alta de 20% ante a projeção anterior e crescimento de 12,6% frente às 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro de 2025. No acumulado do ano até outubro, os embarques chegam a 25,87 milhões de toneladas, queda de 12,8% na comparação anual.
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A Anec também elevou a previsão de exportação de farelo de soja em outubro para 2,55 milhões de toneladas, ante 2,09 milhões de toneladas na semana anterior. O volume é 22,3% superior à estimativa anterior e 47,9% maior que o embarcado em outubro de 2025. No acumulado do ano, o farelo soma 21,86 milhões de toneladas, alta de 14,4%.
Os embarques de DDGS foram estimados em 49 mil toneladas no mês, ante 45 mil toneladas na semana passada. Para o sorgo, a programação avançou para 1,52 milhão de toneladas, acima de 1,44 milhão de toneladas projetadas anteriormente. Somados soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,08 milhões de toneladas, alta de 13,1% em relação à previsão da semana anterior e de 23,3% sobre outubro do ano passado.
Na semana de 11 a 17 de outubro, os embarques previstos são de 1,70 milhão de toneladas de soja, 1,80 milhão de toneladas de milho, 688,8 mil toneladas de farelo de soja e 464,5 mil toneladas de sorgo. Entre os portos, Rio Grande, Santos e Paranaguá concentram os maiores volumes de soja, enquanto Santos e Barcarena lideram no milho.
No acumulado de janeiro a setembro, a China respondeu por 70% dos embarques de soja brasileira. No milho, o Egito liderou as compras, com 25% do volume, e, no farelo de soja, a Indonésia ficou na frente, com 17%. A Anec destaca que as projeções seguem a programação de embarques e podem variar conforme as condições operacionais nos portos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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