O controle de pragas que comprometem a produtividade da soja, do milho e do algodão é o foco de um novo inseticida apresentado pela UPL Brasil. Batizado de Sucessor, o produto utiliza uma tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete combater insetos em um intervalo médio de 30 minutos a uma hora após a aplicação.
A solução é direcionada ao manejo do complexo de percevejos e da cigarrinha nas lavouras de soja e milho, além do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas da cotonicultura brasileira.
Segundo a fabricante, o inseticida foi desenvolvido ao longo de mais de dez anos de pesquisas e passou por avaliações em diferentes regiões produtoras do país nas últimas safras.
A principal característica anunciada pela empresa é a combinação de velocidade de ação e efeito residual prolongado, com potencial para reduzir a necessidade de novas aplicações. Os resultados de eficácia, entretanto, podem variar conforme a espécie da praga, a pressão de infestação e as condições de manejo.
O Sucessor utiliza a tecnologia Blast, desenvolvida pela UPL para permitir a combinação de ingredientes ativos que, segundo a fabricante, apresentam dificuldades de compatibilidade em formulações convencionais.
A proposta é aproveitar a ação conjunta dessas substâncias para obter maior eficiência no combate aos insetos e prolongar o período de proteção das lavouras.
De acordo com Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da UPL Brasil, a formulação foi projetada para oferecer ação inicial rápida e controle residual.
“Sucessor combina choque extremo, velocidade de ação, longo efeito residual e consistência de controle. Esses diferenciais só são possíveis devido à tecnologia de formulação Blast”, afirma.
A empresa sustenta que a rapidez no controle dos insetos pode contribuir para diminuir a reinfestação e, consequentemente, a necessidade de reaplicações. A definição do número de tratamentos, porém, depende do monitoramento das pragas e das recomendações técnicas para cada cultura.
Antes de chegar ao mercado, o inseticida passou por experimentos conduzidos em diferentes regiões do Brasil.
O pesquisador Geraldo Papa, que participou das avaliações de campo, afirma que os resultados observados colocam o produto em patamar semelhante ao de outras soluções utilizadas no controle de percevejos e do bicudo-do-algodoeiro.
“Tanto para percevejos da soja como do milho e para bicudo do algodão, Sucessor está no mesmo nível dos melhores”, relata.
Segundo Papa, em determinadas avaliações o produto apresentou desempenho superior ao de alguns inseticidas utilizados como referência. O material divulgado, no entanto, não apresenta os dados completos dos ensaios, como índices de mortalidade, doses aplicadas e condições experimentais, para uma comparação independente.
Outro pesquisador que acompanhou o desenvolvimento da tecnologia foi Edivaldo Velini. Ele destaca a adaptação da formulação às condições encontradas nas lavouras brasileiras.
Para Velini, um dos aspectos relevantes é a estabilidade da mistura e a possibilidade de aproveitar a ação conjunta dos ingredientes ativos.
“A tecnologia Blast permitiu que a eficácia fosse comprovada em condições brasileiras, o que dá muito mais segurança para os agricultores utilizarem o produto em suas lavouras”, afirma.
Segundo Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do novo inseticida levou mais de uma década e considerou demandas identificadas junto a produtores e pesquisadores.
A companhia afirma que o Sucessor reúne registro para uso nas três culturas contempladas pela tecnologia: soja, milho e algodão.
O lançamento ocorre em um cenário no qual o manejo de insetos exige atenção dos agricultores, especialmente diante da necessidade de preservar a produtividade e evitar perdas provocadas por infestações.
Além da eficiência dos produtos, o controle dessas pragas depende de estratégias de manejo integrado, que incluem monitoramento das populações, identificação dos insetos, adoção de níveis de ação e rotação de mecanismos de ação para reduzir o risco de resistência.
Para os produtores, a utilização do novo inseticida deve considerar as pragas e culturas autorizadas em registro, as doses recomendadas e as orientações da bula, além das condições específicas de cada lavoura.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira (9) suas estimativas para…
Ação conjunta entre a Derf de Nova Mutum e Rondonópolis prendeu suspeitos que recrutavam caminhões…
Crônicas Policiais Seleção em caráter excepcional decorre do término do Curso de Formação da PJC;…
Trigo: As lavouras apresentam avanço expressivo para as fases finais do ciclo, predominando as de…
A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), órgão vinculado à…
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que o professor Breno Humberto de Moraes,…