A SLC Agrícola projetou área plantada de 854,4 mil hectares na safra 2026/27, crescimento de 2,2% sobre os 836,1 mil hectares orçados para 2025/26. A estimativa foi divulgada em fato relevante nesta quarta-feira (7) e considera expansão liderada pelo algodão de segunda safra, principalmente com ampliação da área irrigada. A companhia também informou que fatores climáticos poderão afetar a projeção.
Segundo a SLC Agrícola, a redistribuição do mix de culturas busca maior rentabilidade, em linha com a rotação de culturas e com as práticas adotadas pela empresa no modelo de produção.
Na soja, incluindo grão comercial e sementes, a área deve passar de 429,7 mil hectares para 442,1 mil hectares, avanço de 2,9%. No algodão em pluma, a área total projetada é de 200,4 mil hectares, alta de 0,3%. Dentro desse total, o algodão de primeira safra deve recuar 10,8%, para 92,2 mil hectares, enquanto o algodão de segunda safra deve crescer 12,2%, para 108,2 mil hectares. Já o milho de segunda safra tem previsão de 154,6 mil hectares, queda de 2,3%.
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A companhia também estima aumento de produtividade. Para a soja, a previsão é de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante o orçamento de 2025/26. No milho de segunda safra, a produtividade esperada é de 7.957 quilos por hectare, avanço de 2,8%. No algodão em pluma, a projeção é de 2.075 quilos por hectare na primeira safra e de 2.000 quilos por hectare na segunda, altas de 0,4% e 0,9%, respectivamente.
O custo médio de produção por hectare está estimado em R$ 7.217, alta de 2,2%. A empresa atribuiu a variação principalmente à alta dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada de 4%, com compensação parcial pela queda dos defensivos em dólar e pela valorização do real. A SLC informou ainda que 57% do custo de produção está indexado ao dólar e 43% está denominado em reais.
Na posição de hedge da safra 2026/27, a SLC Agrícola informou ter 52,9% da soja com preço travado a US$ 12,36 por bushel e 23,8% com câmbio protegido a R$ 5,3916 por dólar. No algodão, 62,2% da produção está travada a 79,14 centavos de dólar por libra-peso, e 23% tem câmbio protegido a R$ 5,7642 por dólar. Para 2027, a empresa estima ainda venda de 112,5 mil cabeças de gado e produção de 86.280 big bags de sementes.
Fonte: Estadão Conteúdo
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