O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão praticamente sem negócios nesta quarta-feira (7), com indicações apenas nominais no físico. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o spread entre compradores e vendedores permanece elevado, mantendo a comercialização travada.
Na Bolsa de Chicago, as cotações registraram leves perdas, enquanto o dólar apresentou pequena alta. Os prêmios no spot também não tiveram alterações relevantes, resultando em poucas variações nas referências ao longo do dia.
“O spread segue forte entre os players, mas o mercado está zerado em termos de negócios”, resume Silveira.
No mercado físico, os preços apresentaram movimentos distintos entre as principais praças brasileiras.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos para grão e óleo, e cotações mais altas para farelo. O mercado foi pressionado por uma série de fatores, como a perspectiva de um relatório negativo de oferta e demanda, que será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A força do dólar frente a outras moedas e a ausência da China na ponta compradora, em função de feriado por lá, completam o quadro baixista.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos Estados Unidos em 2026/27 deverá ficar em 4,541 bilhões de bushels. Em setembro, a previsão era de 4,535 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 311 milhões de bushels, contra 310 milhões indicados em setembro. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,8 milhões de toneladas, recuando frente aos atuais 124 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá reduzir sua estimativa de 125,3 milhões para 125,2 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,14 1/2 por bushel, recuo de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 11,00 por tonelada ou 3,10%, a US$ 365,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,68 centavos de dólar por libra-peso, retração de 2,23 centavo ou 3,18%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,0142 para venda e a R$ 5,0122 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9821 e a máxima de R$ 5,0162.
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