Soja/BR: 9,4% semeado. Em MT, as chuvas, com destaque para o Médio-Norte, garantem o avanço da semeadura em sequeiro, sobretudo nos solos de textura mais argilosa. Em MS, os cultivos avançaram conforme as condições operacionais permitiam, sendo interrompidos após as chuvas de quarta-feira. Os produtores seguem com os primeiros manejos contra plantas invasoras.
Em GO, as chuvas irregulares aumentaram a umidade do solo e melhoraram as condições de plantio, sobretudo no Sudoeste do estado. As temperaturas elevadas seguem como risco e o ritmo ainda é lento. As lavouras estão em boas condições. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado. Em MG, a semeadura começa timidamente nas áreas irrigadas.
No PR, o plantio avançou com a melhora da umidade e o tempo firme, embora as chuvas ainda causem interrupções pontuais. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, porém com atrasos ligados às baixas temperaturas e à nebulosidade. Houve danos pontuais por granizo e maior ocorrência de plantas invasoras.
Em SC, a semeadura avançou de forma incipiente, com as primeiras lavouras em emergência no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste. Nas demais regiões, os trabalhos se concentraram no preparo das áreas. Na Serra e no Planalto Sul a semeadura deve ocorrer mais adiante, e no Litoral Sul a janela está prevista para outubro.
N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Oeste do AM, com valores que podem superar 100 mm. No PA, os maiores acumulados devem ocorrer na porção Sul, com valores mais significativos previstos para o Sudeste do estado, no entanto ainda insuficientes para o início da semeadura da soja. Nas demais áreas da região Norte, não se descartam chuvas isoladas. No Nordeste, a previsão não indica acumulados expressivos. Chuvas fracas e isoladas devem se concentrar na faixa litorânea entre o RN e Salvador, na BA. Nas demais áreas da região, o tempo deve permanecer estável.
CO: Os acumulados de chuva mais expressivos devem ocorrer em MS, com valores que podem chegar aos 100 mm em algumas localidades. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em toda região. Na porção Sul de MT e GO, os acumulados podem chegar aos 50 mm, melhorando a disponibilidade hídrica no solo e favorecendo a semeadura dos cultivos de sequeiro. Nas demais áreas da região, os acumulados serão inferiores a 10 mm, mantendo o baixo armazenamento hídrico no solo.
SE: A semana inicia com instabilidades na porção Sul. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP e MG, devendo se concentrar no Centro-Leste de SP e Sul de MG. Apesar de contribuir com a manutenção da umidade no solo, essas chuvas podem prejudicar o feijão primeira safra e o trigo em SP e ainda causar danos pontuais às lavouras de café em MG. Para o Norte de MG e do ES, não há previsão de chuva. Nas demais áreas da região, não se descartam chuvas isoladas, com acumulados entre 20 e 30 mm.
S: Os maiores volumes de chuva podem alcançar 200 mm e devem se concentrar no Norte do RS, no Oeste de SC e no Centro-Sul do PR. Nessas áreas, há possibilidade de maiores restrições por excesso de chuvas em parte das lavouras de inverno e de verão. Já na porção Sul do RS, os acumulados previstos variam entre 40 e 70 mm. Nas demais áreas da região, os acumulados devem variar de 60 a 100 mm. O excedente hídrico pode restringir os cultivos de inverno em toda a região. No entanto, as chuvas previstas contribuirão para a manutenção da umidade no solo.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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